Yasin Ayari bisou no arranque perfeito da Suécia no Mundial-2026: "Foi muito emotivo"

Yasin Ayari e Alexander Isak durante o Suécia - Tunísia
Yasin Ayari e Alexander Isak durante o Suécia - TunísiaHeuler Andrey / Zuma Press / Profimedia

Yasin Ayari optou por não festejar ao marcar sete minutos após a sua estreia no Mundial, dando à Suécia o seu primeiro golo numa goleada por 5-1 à Tunísia.

Recorde as incidências da partida

O médio do Brighton recolheu a bola a cerca de 23 metros da baliza, depois de o remate de Viktor Gyokeres ter sido afastado em cima da linha, e rematou de primeira, com força, para colocar a Suécia no caminho da vitória.

Mas Ayari levantou as mãos quase em jeito de desculpa enquanto os seus colegas o rodeavam. A ausência de festejo foi por respeito à sua família – o seu pai, Azzouz, é da Tunísia.

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Por fora, não demonstrava grande emoção, mas era claramente um momento especial para o jovem de 22 anos, que recusou a oportunidade de representar a seleção do Norte de África, algo que o seu pai apoiou.

"É incrível, uma sensação que não se consegue descrever", afirmou Ayari após o jogo.

"Sonhaste com muita coisa, mas isto é algo com que nunca sonhaste. Foi muito emotivo jogar contra a Tunísia, por quem sinto tanto", acrescentou.

Ayari permitiu-se festejar o segundo golo, já nos instantes finais da partida, com mais um excelente remate de fora da área, fechando com chave de ouro a exibição sueca em Monterrey, que calou muitos dos críticos da equipa.

“Quando ninguém acreditava em nós, todo o grupo uniu-se e acreditou em nós”, disse Ayari.

Isak satisfeito por contribuir

Entre os golos de Ayari, houve um para Alexander Isak e outro para Viktor Gyokeres, os avançados de referência que alinharam juntos no ataque da equipa de Graham Potter.

Isak marcou um grande golo individual, a fletir da ala esquerda para fazer o 2-0, antes de Gyokeres apontar o 3-1, finalizando com classe após Isak recuperar a posse de bola em zona adiantada do relvado.

O avançado do Liverpool está plenamente consciente das expectativas que recaem sobre si e sobre o jogador do Arsenal, mas para Isak o mais importante é contribuir para a equipa, tal como qualquer outro.

"Nós (Gyokeres e eu) supostamente temos de fazer a diferença. Temos de contra-atacar, dar o máximo e depois recuperar um pouco. Jogando juntos, não significa que tenhamos de jogar de uma forma específica ou algo do género. O mais importante é contribuirmos para a equipa", explicou.

Apesar da experiência ao mais alto nível do futebol de clubes que ele e muitos dos seus colegas possuem, Isak sugeriu que o Mundial é um patamar diferente, e começar tão bem não pode ser dado como garantido.

"Este esforço significa muito. O ambiente aqui é diferente porque estamos a jogar pela Suécia, pelo nosso país. É uma sensação incrível. Somos muitos a estrear-nos no Mundial, e poder fazê-lo desta forma é um pouco surreal, na verdade", afirmou Isak.

A Suécia espera dar seguimento ao excelente início quando defrontar os Países Baixos a 20 de junho, às 18:00.

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