Recorde as incidências do jogo

Brasil de duas caras
Com Ana Vitória, jogadora do Benfica, como suplente não utilizada pela sueca Pia Mariane Sundhage, selecionadora do Brasil, a Inglaterra colocou-se na frente do marcador aos 23 minutos, com um golo de Ella Toone, média de 23 anos do Manchester United.
O Brasil esteve entre os dois extremos na decisão em Wembley. Na primeira parte, a canarinha foi totalmente dominada e quase não atacou — apenas uma finalização. A Inglaterra teve 73% de posse de bola e só não ampliou porque Luaren James teve um golo anulado pelo VAR por fora de jogo, aos 29 minutos.
A conversa de Pia Sundhage ao intervalo e a entrada de Andressa Alves transformaram a postura brasileira em campo. O Brasil tomou conta do jogo e deixou a Inglaterra pressionada, mas pecou muito na definição das jogadas. Com apenas dez minutos do segundo tempo, já se contavam quatro boas oportunidades.
O Brasil recebeu a recompensa pela ótima atuação aos 90+3. A melhor guarda-redes do mundo, Mary Earps, não segurou a bola no meio da área e Andressa Alves não perdoou.
O Brasil não aproveitou, depois, a vantagem nos penáltis, após Ella Toone, autora do golo inglês na primeira parte, desperdiçar o segundo castigo máximo inglês. Tamires e Rafaelle erraram na sequência desse lance e a Inglaterra converteu as tentativas restantes, vencendo por 4-2.

Grande público
A Finalíssima entre Inglaterra e Brasil registou a quinta melhor assistência na história do futebol feminino: 83.132 pessoas. O jogo ficou um pouco atrás de outra decisão vencida pela Inglaterra em Wembley, o Europeu de 2022, contra a Alemanha — 87.192 espectadores. O recorde é do Barcelona no 5-1 ao Wolfsburgo, na meia-final da Liga dos Campeões 2021/22, que levou 91.648 pessoas ao Camp Nou.
A seleção brasileira permanece agora em solo europeu para um particular contra a Alemanha, na próxima terça-feira, em Nuremberga. Será o último compromisso antes da estreia no Mundial, a 24 de julho, contra o Panamá.

