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A Fábrica do Real Madrid: Uma máquina de formar futebolistas... e de gerar muito dinheiro

Nico Paz, a venda mais lucrativa do Real Madrid por um jogador da formação no verão de 2026
Nico Paz, a venda mais lucrativa do Real Madrid por um jogador da formação no verão de 2026José Bretón / NurPhoto via AFP

O verão de 2026 ficará na memória como o mais lucrativo da história do Real Madrid. Muitos dos seus jovens talentos, criados na Casa Blanca mas sem espaço na equipa principal, voaram para longe do Bernabéu, não sem antes deixarem uma quantia generosa de milhões de euros para tornar a entidade madridista ainda mais rica.

La Fábrica, situada na Cidade Desportiva de Valdebebas, não serve apenas para incutir o ADN vencedor na formação de futebolistas. É também uma máquina extraordinariamente bem oleada para gerar dinheiro. E este mercado de transferências é prova disso, já que o Real Madrid encaixou, entre vendas diretas e indiretas, quase 200 milhões de euros em transferências de promissores jogadores da formação.

Para ser exato, segundo dados BeSoccer, as vendas diretas e os lucros provenientes dos direitos reservados em outras operações realizadas anteriormente renderam ao Madrid neste mercado um total de 189 milhões de euros. Trata-se de um recorde de receitas numa só temporada em toda a história do clube. E isso diz muito.

A mais lucrativa foi a transferência de Nico Paz para o Como, que pagou 60 milhões de euros para garantir os direitos do hispano-argentino. No próximo verão poderá ser recomprado por mais 20, mas para já o lucro é enorme.

O top de vendas do Real Madrid de jogadores da formação
O top de vendas do Real Madrid de jogadores da formaçãoFlashscore

A segunda venda mais relevante foi a de Gonzalo García. O Bota de Ouro do Mundial de Clubes transferiu-se para o Fulham por 40 milhões de euros por 70% do passe. Ou seja, ainda poderá ser obtido mais lucro pelo avançado em quem Arbeloa confiou para a sua aventura na Premier como treinador.

O pódio é fechado por César Palacios, que também rumou ao mesmo clube londrino, neste caso por 10 milhões, igualmente por 70% dos seus direitos.

Depois, há que somar os oito por Valdepeñas (Fiorentina), quatro por Fran García (Bétis), 3,5 por Mario Martín (Getafe) e um por Fran González (Sevilha), para um total fixo, já que há ainda variáveis futuras por desempenho em todos eles, de 126,5 milhões de euros.

Receitas indiretas

A este montante há que juntar o valor conseguido pelo Real Madrid com as transferências de jogadores sobre os quais manteve direitos ou opções diversas. Aqui, o topo do ranking pertence a Víctor Muñoz, transferido pelo Osasuna após apenas um ano em El Sadar por 40 milhões para o Liverpool. 20 desses milhões entraram nos cofres do Bernabéu.

O avançado Álvaro Rodríguez, do Elche para o Bournemouth, e o central Mario Gila, da Lazio para o Milan, renderam 15 milhões cada um. E não se pode esquecer, embora não conte para este exercício, que o Madrid já tinha encaixado outros seis milhões pela venda de Gila ao clube romano em 2022.  E Álex Jiménez, agora emprestado à Fiorentina, foi vendido do Milan ao Bournemouth há alguns meses por 25 milhões, dos quais metade é contabilizada neste exercício para a entidade presidida por Florentino Pérez.

Todos juntos somam mais 62,5 milhões de euros a juntar aos referidos 126,5. Ou seja, La Fábrica rendeu ao clube 189 milhões de euros só neste verão.

O valor pode aumentar

Há possibilidades de que este valor impressionante ultrapasse mesmo os 200 milhões de euros. São os casos de Jacobo Ortega, que poderá sair por oito milhões de euros vendendo metade dos seus direitos, ou Sergio Arribas, que quase de certeza deixará o Almería por não menos de 25 milhões, sendo metade para o Madrid. Ou até Raúl Asencio poderá também abandonar o clube merengue.

Em suma, uma Fábrica de desenvolvimento de futebolistas de classe e qualidade, mas também de impulsionar sem limites a economia dos de Chamartín.