Recorde as incidências do encontro
Durante uma fase da época, pairou a possibilidade de termos uma reedição da final portuguesa entre SC Braga e FC Porto, mas a eliminação das duas equipas acabou por ditar um encontro entre alemães e ingleses, que, ainda assim, era visto com atenção em Portugal.

Buendía
O Sporting, que ainda pode entrar diretamente na Liga dos Campeões, tinha interesse no triunfo do Aston Villa e os primeiros sinais foram positivos para a formação leonina.
Favorita à partida para a final diante de um Friburgo que já tinha feito história ao chegar até aqui, a equipa de Unai Emery, um especialista nesta prova, entrou mais forte e ameaçou a baliza de Atubolu logo aos 3 minutos de jogo.
A formação alemã percebeu que seria necessário impor o seu estilo de jogo físico, que causou dificuldades ao SC Braga, embora a expulsão precoce de Dorgeles tenha sido decisiva para a eliminação na Floresta Negra, e os retoques de Julian Schuster tiveram efeitos imediatos.

A final entrou depois numa fase mais expectante. O Friburgo começou a jogar com mais frequência no meio-campo inglês e ameaçou a baliza de “Dibu” Martínez por Hofler (17’), após uma hesitação da defesa do Villa. Já a formação de Birmingham passou a explorar os flancos da equipa germânica, que tentou corrigir essa lacuna com Beste, ex-Benfica, a fechar o lado direito a Morgan Rogers.
Apesar da intensidade física e da qualidade individual, sobretudo do lado inglês, a final ameaçava ficar presa por um detalhe ou até um lance de bola parada, mas os minutos finais da primeira parte mostraram que o plano dos villans não era esse.

Tielemans (41') abriu o marcador e a galeria da final com um grande golo, num remate de primeira após um cruzamento de Morgan Rogers a partir da esquerda. O internacional belga teve protagonismo apenas durante alguns minutos, isto porque o 0-2 que deixou o Aston Villa ainda mais confortável na final fez parecer o golo do ex-Leicester num mero tap in.
Buendia (45+2'), habituado a fazer golos bonitos, fez uso da sua arte e, de pé esquerdo, a partir do lado direito, colocou a bola no ângulo da baliza de Atubolu. Apesar do talento do guardião alemão, não havia defesa possível e o Friburgo tinha de fazer muito mais para impedir a 5.ª Liga Europa do currículo de Unai Emery.
Good ebening
Se já parecia difícil bater o Aston Villa na final, o cenário tornou-se praticamente impossível para o Friburgo. O conjunto alemão não tinha mostrado argumentos para surpreender na segunda parte e o efeito Emery confirmou mais a conquista de mais uma Liga Europa para o treinador espanhol.
Sem arriscar, a equipa inglesa geriu a vantagem no marcador e a qualidade superior daqueles que fazem a diferença nas quatro linhas. O 0-3 demorou apenas 18 minutos, novamente com Buendía na jogada, desta vez a trabalhar à esquerda para a finalização de Morgan Rogers (58'), que conseguiu antecipar-se a Lienhart para sentenciar a final.
Os 30 minutos restantes acabaram por servir de antevisão para o que espera os jogadores do Aston Villa esta noite, em Istambul, mas também em Inglaterra. Os villans celebraram a primeira conquista europeia em 44 anos. Basta agora um ponto frente ao Manchester City para o Sporting também fazer a festa.

Homem do jogo Flashscore: Emiliano Buendía (Aston Villa)

