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O treinador da equipa merengue está a viver os seus últimos dias à frente do banco do Real. A tensão, a troca de declarações com Kylian Mbappé, o ruído, os conflitos no balneário, a polémica intervenção de Florentino Pérez... Sem dúvida, não estão a facilitar a vida ao ex-defesa, que analisou assim o duelo:
Jogo no Pizjuán: "Vamos defrontar um Sevilha que venceu os três últimos jogos. Têm um treinador com uma enorme experiência. É um estádio que nos motiva pela sua dificuldade e pelo ambiente que se cria quando o Real Madrid lá vai, com uma das melhores massas adeptas de Espanha. Vai ser uma batalha dura, mais uma vez".
Mbappé: "Acabei de o ver e disse-lhe para estar tranquilo. Percebo que possa parecer notícia, mas já tinha falado com ele antes e encaro tudo com muito mais naturalidade. Compreendo os jogadores, sei como se sentem quando não jogam. Sei que não estava satisfeito no outro dia e isso agrada-me. Tem muito mais normalidade do que aquilo que se tem dito. Para mim, o melhor era que jogasse um pouco na segunda parte. Só isso. A minha relação com o Kylian mantém-se igual".
Conversas privadas vêm a público: "Não tenho receio do que possam comentar ou expressar. Quando falam comigo em privado, prefiro que fique por aí, mas não me incomoda".
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Pensou em demitir-se?: "Vim há quatro meses. Era treinador da Primeira RFEF e vou sair sendo treinador do Real Madrid e da LaLiga, tendo disputado jogos da Liga dos Campeões. Foi uma enorme aprendizagem e estar à vossa frente também foi um verdadeiro mestrado. Vou sair com a consciência tranquila".
"Não concordo que o balneário seja ingovernável"
Recordação dos adeptos e do balneário: "O Real Madrid tem milhões de adeptos, alguns estarão mais de acordo, outros menos. Passei 20 dos meus 43 anos naquela que considero a minha casa, o meu clube. Sinto muito carinho".
Mourinho: "Não concordo que o balneário seja ingovernável. Em relação ao José, sempre fui muito claro ao longo da minha vida. Como jogador dele e como madridista, penso que é o número um. Pensava assim há um mês e continuarei a pensar. Será sempre 'uno di noi'. Ficarei muito feliz por o ver em casa se vier".
O mais difícil: "Quando não se ganha, é isso que mais me dói, não ter ajudado a conquistar títulos. É a maior das desilusões que levo destes quatro meses".

