Recorde as incidências do encontro
O encontro serviu de termómetro para medir o ambiente no Bernabéu após tudo o que aconteceu nos últimos dias no conjunto blanco, cujo incêndio aumentou minutos depois do apito final devido ao cruzamento de declarações entre Álvaro Arbeloa e Kylian Mbappé. Este último, de resto, foi alvo de assobios ao entrar em campo para substituir o jovem da formação, uma tendência que se manteve durante o tempo em que esteve sobre o relvado.
Gonzalo García tinha marcado pela última vez a 14 de fevereiro, na goleada por 4-1 diante da Real Sociedad. Desde então, só foi titular nos jogos frente ao Getafe, Benfica e Barcelona; de resto, teve de se contentar com o papel de suplente utilizado contra o Osasuna (16'), Celta de Vigo (14'), Elche (33'), Girona (7'), Real Betis (10') e Espanhol (38'). O seu registo esta época é de seis golos – cinco deles na Liga – e três assistências.
"O Gonzalo fez um grande trabalho no outro dia e temos um jogo no domingo em que (Kylian) vai ser o avançado titular. Só isso. Não tenho qualquer problema com ninguém. Decido quem joga e compreendo que os que não jogam não fiquem satisfeitos. Consigo perceber que o Mbappé não esteja contente por não jogar, mas é uma decisão baseada nas circunstâncias. Não queria correr riscos a jogar de três em três dias. Era o mais lógico e natural, uma questão de bom senso", explicou Arbeloa.
"É preciso fazer alguma autocrítica e ser sinceros"
"Muito satisfeito com a exibição da equipa. Vínhamos de um jogo contra o Barça que não foi nada fácil e sabíamos que aqui, no Bernabéu, ia ser um jogo intenso. O Oviedo ia entrar para fazer o melhor possível e nós também tentámos. Entrámos com vontade de mostrar que conseguimos defender também este emblema aqui, perante os nossos adeptos. Muito satisfeito pelo golo, mas ainda mais pela vitória da equipa", afirmou aos meios do clube.

"Sinto uma felicidade enorme. Quando alguém está há algum tempo sem poder jogar, entrar e marcar um golo, e ainda por cima fazê-lo no Bernabéu perante todos os madridistas, é sempre especial. Por isso, muita felicidade e muito agradecido por todo o apoio que todos os madridistas e também os colegas me dão. Com muita vontade também para estes últimos dois jogos e de poder defender este emblema", acrescentou.
"Foi um ano longo, tanto a nível pessoal como coletivo. Talvez não como todos esperávamos. É preciso fazer alguma autocrítica e ser sinceros, mas a nível pessoal estou tranquilo. Tento trabalhar todos os dias, focar-me no que posso controlar e nos treinos dar o meu melhor para depois aproveitar as oportunidades quando entro em campo para o demonstrar. Assim, os adeptos também veem que sou capaz de defender o emblema", comentou.
