Desde 2006, quando cinco candidatos disputaram a presidência que foi conquistada por Ramón Calderón, os sócios da equipa merengue não voltaram a votar para escolher o seu presidente. A demissão de Calderón em 2009 abriu caminho ao regresso posterior de Pérez, em eleições sem adversários.
Desde então, o atual dirigente blanco, de 79 anos, revalidou o seu cargo sem oposição em 2013, 2017, 2021 e 2025, após o seu primeiro período "galáctico" de 2000 a 2006.
Pérez surpreendeu a 12 de maio ao convocar eleições para que se apresentasse quem quisesse, aludindo sem o nomear a Riquelme como "esse senhor que fala com as elétricas e que tem sotaque sul-americano".
Uma farpa dirigida ao seu adversário, presidente do grupo Cox de energias renováveis e que passou grande parte da sua vida na América Latina.
Contrarrelógio
Riquelme conseguiu formar uma candidatura contra o relógio nos dez dias de prazo definidos pelos estatutos, reunindo o aval de 187 milhões de euros exigido. O candidato, de 37 anos, prometeu melhorias para os sócios (instalações desportivas, redução das quotas,...) e contratações de estrelas.
Riquelme comprometeu-se a trazer os jogadores do Manchester City, Erling Haaland e Rodri". O empresário garantiu ter-se comprometido por escritura pública a que "estes dois jogadores joguem no Real Madrid", apesar de o City ter desmentido a operação de Haaland e ameaçado com ações judiciais.
Disse ainda que a sua aposta para o banco é o alemão Jürgen Klopp, com quem tentará negociar caso vença.
Leia mais: Agente de Jürgen Klopp desmente ligação a Enrique Riquelme no Real Madrid
Florentino Pérez respondeu anunciando o regresso ao Bernabéu do treinador português José Mourinho, contratualmente ligado ao Benfica, e a chegada do central francês Ibrahima Konaté, após sair do Liverpool, e do lateral Denzel Dumfries.
Anunciou ainda que pretende fazer a maior oferta da história do clube por um jogador, na ordem dos 150 milhões de euros, sem querer revelar a sua identidade, mas com Olise na pole.
Leia mais: Michael Olise (Bayern) é o galáctico que Florentino Pérez quer dar a Mourinho
Defesa dos sócios
O atual dirigente merengue também garantiu ter-se comprometido perante notário a que "o clube será sempre dos seus sócios", depois de o seu rival o ter acusado de querer vender o Real Madrid.
"O Real Madrid, se vencer a candidatura do presidente Florentino Pérez, está à venda", afirmou Riquelme na terça-feira. O candidato referia-se à proposta de Florentino Pérez de permitir a entrada de um investidor "com um máximo de 5%" do clube, mediante autorização dos sócios.
Segundo Pérez, este investidor apenas associaria a sua marca à do Real Madrid, mas "não vai mandar no clube, nem vai participar em nenhuma das suas decisões".
O poder de decisão continuará nas mãos dos órgãos do clube e dos sócios, insistiu Pérez, para quem este movimento serviria para valorizar o clube.
"Se for presidente do Real Madrid, a primeira coisa é que nunca se venderá nada do clube e continuará a ser 100% dos sócios", garantiu Riquelme, que também formalizou este compromisso perante notário.
Os sócios terão de escolher no domingo entre a continuidade representada por Pérez, com as suas sete Ligas dos Campeões e a promessa de voltar a conquistar títulos, após dois anos em branco, ou iniciar uma nova etapa com Riquelme.
