A edição deste ano é especial porque, pela primeira vez, o torneio contará com 16 equipas em vez das anteriores 12. Entre elas estão duas seleções que se estreiam na prova: Cabo Verde, que recentemente ganhou destaque internacional graças ao sucesso da sua seleção masculina, e o Malawi, que chega com várias jogadoras entusiasmantes no seu plantel.
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Tal como na Taça Asiática Feminina da AFC, as equipas não estão apenas a lutar pelo troféu, mas também pela qualificação para o Mundial Feminino 2027, que será organizado no próximo ano pelo Brasil. Noutros locais, o Japão já garantiu a sua presença após vencer a Taça Asiática, enquanto a Dinamarca e a França também já se qualificaram. Entretanto, a campeã europeia em título, Inglaterra, terá de disputar o play-off para garantir o seu lugar.
Mas voltando à próxima Taça das Nações Africanas Feminina. Que jogadoras deve acompanhar?
Chiamaka Nnadozie (Nigéria)
A guarda-redes da seleção campeã em título, Nigéria, chega após uma época de estreia notável na Women's Super League ao serviço do Brighton, onde rapidamente conquistou elogios generalizados de adeptos, comentadores e jornalistas. Muitos chegaram mesmo a considerá-la uma das melhores guarda-redes da liga nesta temporada.
Apesar de o Brighton ter terminado em sétimo lugar na WSL, o clube alcançou pela primeira vez na sua história a final da Taça de Inglaterra, com Nnadozie a desempenhar um papel fundamental nesse percurso notável. Espera-se que a guardiã nigeriana mantenha essa excelente forma durante o torneio.
Ines Belloumou (Argélia)
A defesa argelina terminou agora a sua primeira época ao serviço do West Ham United. Depois de iniciar a carreira no Montpellier, o percurso de Belloumou passou por Bayern Munique, Lazio e Malmo FF antes de chegar à Women's Super League – o destino de sonho para muitas jogadoras.
Apesar de um início difícil em Inglaterra, foi-se afirmando como titular e desempenhou um papel importante para garantir a permanência do West Ham no principal escalão.

Racheal Kundananji (Zâmbia)
A Zâmbia já conta com uma grande estrela no seu plantel, Barbra Banda, mas terá agora ao seu lado no ataque Kundananji, que certamente não vai deixar que a sua colega mais mediática fique com todo o protagonismo. O Bay FC pagou um valor recorde para a contratar, permitindo a Kundananji fazer história de várias formas.
Tornou-se a primeira jogadora zambiana a atuar e a marcar na NWSL. Ao lado de Banda, está pronta para formar uma das duplas de ataque mais entusiasmantes do torneio.
Melissa Bethi (Argélia)
Até agora focámo-nos nas grandes estrelas já estabelecidas, mas os grandes torneios também são palco para jovens talentos se darem a conhecer. Uma dessas jogadoras é a média argelina Melissa Bethi, que recentemente se transferiu do Nantes para o Washington Spirit da NWSL e prepara-se agora para o primeiro grande torneio internacional da sua carreira.
A sua transferência para uma das ligas mais competitivas do mundo valeu-lhe a chamada à seleção da Argélia. Bethi também era elegível para representar a França, país onde nasceu. No entanto, optou por jogar pelo país do seu pai, a Argélia.
Thembi Kgatlana (África do Sul)
A seleção masculina da África do Sul não era considerada favorita no Mundial, mas o mesmo não se pode dizer da equipa feminina, que chega a Marrocos como campeã de 2022. O ataque volta a ser liderado pela experiente avançada Thembi Kgatlana, que atualmente joga na Liga MX pelo Tigres.
Conhecida pela sua velocidade explosiva no contra-ataque e pela sua notável capacidade de drible, Kgatlana já demonstrou várias vezes que consegue aparecer nos momentos decisivos. África do Sul volta a depositar nela as esperanças para decidir nos grandes palcos.

