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Regresso ao Bernabéu: "Primeiro jogo em casa, mas no fundo é um de 19 que vamos disputar em casa e um de 38 no campeonato. O objetivo é vencer, respeitando uma equipa (Real Sociedad) que merece respeito, com identidade, com jogadores de qualidade. Certamente vão colocar-nos muitas dificuldades. No campo do Espanyol sentimos o apoio das pessoas à sua equipa e no Bernabéu esperamos o apoio dos nossos adeptos. Espero que os rapazes tenham ambição, atitude, resiliência e força para enfrentar um jogo difícil. Espero que os adeptos olhem para a equipa e reconheçam esse tipo de mentalidade".
Carga de jogos e a forma dos jogadores: "O Espanyol merece mérito pelo trabalho que fez. A diferença é que eles não tiveram jogadores no Mundial, fizeram muitos jogos amigáveis... Colocaram uma intensidade que nós não conseguimos. Eu não pude ter o Jude (Bellingham) mais tempo do que o que tive, quando estávamos empatados. Mas temos uma base de jogadores que treinou bem. É preciso gerir bem a transição de não jogar para jogar. Ao Cucu dei 30-35 minutos com base em dados objetivos e científicos".
Emoção pelo regresso e receção: "Não quero que me recebam de forma especial. Quero que o Bernabéu receba a sua equipa com paixão, mesmo que a época passada não tenha terminado bem e esse amor tenha passado por uma fase complicada. Eu, da minha parte, sou perfeitamente capaz de controlar as minhas emoções e disputar normalmente um jogo que não é normal, porque vale três pontos e é para ganhar".
Tratamento diferente a Vini e Lamine: "No ano passado não vi todos os jogos do Real Madrid e do Barça e não posso opinar. Posso dizer que em amigáveis e fora de Espanha é óbvia a diferença, não com o Lamine, mas em geral, entre o Vini e os outros. Os adversários sentem que podem e, quando sentem que podem, fazem-no. É como as crianças pequenas: vão até onde lhes permites ir. Houve coisas que não gostei contra o Espanyol, mas no final gostei muito da arbitragem. Percebo que o vermelho pela agressão ao Vinicius o árbitro não viu. O VAR não fez o seu trabalho muito bem, mas gostei do árbitro. Antes de começar o jogo, confio sempre na arbitragem. Estou do lado da honestidade dos árbitros espanhóis".
Relação de Vinicius com a bancada adversária: "Acho que consegue controlar a sua reação quando o insultam com provocações que não são racistas nem homofóbicas. Mas quando o agridem constantemente, é muito difícil. Se a mim, com o meu carácter, mesmo tendo sido um jogador muito pequeno, me fizessem o mesmo, no minuto seguinte tinha cartão vermelho. O árbitro deve protegê-lo disso".
A tranquilidade: "Há muito tempo que me sinto mais tranquilo e controlo melhor as minhas emoções. Enfrento de forma diferente situações de dificuldade e de frustração que vão surgir".
Pedido para reforçar o plantel: "Para mim o plantel está fechado, mas o mercado continua aberto e nunca se sabe se algum jogador vai querer sair ou se alguém vai chegar. Não tenho nenhum pedido. Estou muito satisfeito com os jogadores que tenho e se algum jogador sair agora eu já não ficaria satisfeito".
Trabalho de encaixe de Vinicius, Mbappé e Bellingham: "O mais complicado é não ter jogadores de topo. Nos últimos anos não estive nas melhores equipas e esse foi o maior problema que tive. Não quero alongar-me muito neste tema para não dar pistas aos adversários. Quero os três. O que têm de positivo compensa largamente o que eventualmente não possa ser taticamente empático".
Posição de Fede Valverde: "Fizeram-no jogar em posições onde pode atuar, mas para mim é um jogador de meio-campo sem qualquer dúvida. Depois depende do jogo se será mais posicional ou mais móvel".
Carlos Espí a libertar Mbappé: "Podemos ver o Carlos a titular, mas a nossa evolução como equipa é um perfil de jogo ofensivo diferente. Mas como o Espanyol estava recuado sem saída, tentámos que o Kylian tivesse a ação individual e que o Carlos fixasse adversários".
Tchouaméni: "Não teve recaída. Sofreu muito no Mundial, como é normal quando tens de jogar lesionado. Arriscou e tem um problema para o qual o período de férias não foi suficiente. O jogador tentou, podia ter continuado, mas decidimos que não se pode começar uma época em sofrimento. Pode-se terminá-la, mas não iniciá-la".
Justiça do calendário: "Tenho de agradecer à LaLiga por terem tido o bom senso de adiar o início das equipas com jogadores no Mundial. Ter jogado contra a Real Sociedad há duas semanas teria sido um problema. Os do Mundial não teriam jogado. A acumulação de agora é consequência de uma boa decisão".
Endrick: "Não sou capaz de te dizer. Uma pequena tendinite junto ao tendão. É um jogador de quem gosto muito e que guardámos por precaução. Teve muitos contactos de clubes para ser emprestado e vendido e eu não quis. Quero trabalhar com os seus grandes talentos. É uma vantagem o Carlo (Ancelotti) ser o seu treinador na seleção".
