Recorde aqui as incidências do encontro
Os groguets, com Renato Veiga no onze, aguardavam com entusiasmo a receção de La Cerámica à LaLiga 26/27 após três jornadas já disputadas, esperando que o estádio servisse de talismã para dar à equipa de Iñigo Pérez o seu primeiro triunfo da época. E a intenção no relvado, mesmo com algumas rotações a pensar na Champions, assim o demonstrou. Instalaram-se no meio-campo adversário, controlaram o ritmo e foram amadurecendo as aproximações a Leo Román até conseguirem batê-lo graças a uma assistência de Ayoze para Pépé.

Pareceu que o Dépor precisava desse abalo para soltar-se. Sofreu o golo e logo ameaçou com várias ocasiões de Aubameyang. Os anfitriões não ficaram atrás e, após alguns minutos de sofrimento, recuperaram o controlo e Gerard Moreno esteve muito perto de aumentar a vantagem. Nsongo, numa ajuda defensiva, evitou-o. Tal como Leo Román a um remate de Moleiro. O jogo estava interessante, com um Villarreal dominador e ofensivo, mas com um adversário que não se deixava intimidar. E provou-o ao marcar o empate. Aubameyang podia tê-lo conseguido, mais uma vez ele, mas encontrou Logan Costa pela frente. Assim, o gabonês, negado perante o golo, decidiu associar-se a Luismi Cruz, que finalizou com precisão para fazer o 1-1 pouco antes do intervalo.
Houve ajustes dos amarelos após o reatamento. O assédio foi ainda maior. Moleiro, Gueye e Pépé tentaram-no. Não havia maneira. Os comandados de Antonio Hidalgo, com a liderança defensiva de Josema Giménez na sua estreia, trabalhavam arduamente para aguentar a pressão. E onde não chegavam, chegava o VAR, como quando anulou o golo de Gueye num livre direto.
Chegou o momento de agitar ainda mais o jogo. Uns, já com Mikautadze, para encurralar ainda mais os visitantes; outros, com a estreia de Marc Casadó e Adama Traoré, para defender com três centrais. Parecia que os corunheses estavam a sair-se melhor, resistiam... até que precisamente Adama, ao tentar aliviar, cabeceou para a própria baliza desenhando uma trajetória que superou Leo Román e resultou no 2-1. A expressão de Traoré dizia tudo. Mas mudou certamente quando, apenas dois minutos depois, noutra assistência de Aubameyang, o recém-entrado Zakaria Eddahchouri, na sua primeira intervenção, finalizou perante Luiz Júnior para restabelecer a igualdade.
O balde de água a ferver foi tremendo para o Villarreal. Iñigo lançou mais poder de fogo no ataque com a entrada de Ilias Akhomach. Mas o Dépor estava lançado e cada vez mais concentrado no jogo. Tanto que Cardona fez um passe simples para trás no meio-campo, o seu colega estava distraído, como se nada fosse com ele, e Aubameyang aproveitou para ficar com a bola, conduzi-la até à área como se não houvesse amanhã e bater Luiz Júnior para assinar o 2-3. Quem sabe nunca esquece, mas Auba ainda tem muito para dar.
Desmoralizados, os de Iñigo Pérez já não acertaram uma e continuam sem somar um triunfo nesta Liga, onde o Dépor já cheira a equipa revelação e mantém a sua condição de invicto, o que é notável para um recém-promovido que, além disso, se reforçou de forma exemplar.

