Recorde as incidências do encontro
A desilusão pela final da Taça perdida levou Simeone a fazer uma pequena revolução na visita a Elche. Oblak regressou à baliza, Boñar e Julio Díaz ocuparam as laterais e, no ataque, dois médios ofensivos como Álex Baena e Thiago Almada. O adversário, mais pressionado pela luta pela permanência, entrou a pressionar os colchoneros, ainda desorganizados, com uma ocasião claríssima de Rafa Mir. Mas a aposta de Cholo deu frutos rapidamente.

Nico González ficou com a bola a 70 metros da baliza, conduziu-a, perante a passividade adversária, até à entrada da área, onde tabelou com o ex-ilicitano Mendoza, que assistiu de calcanhar, e rematou sem hipótese para Dituro. 0-1 antes dos 10 minutos.
A felicidade, no entanto, durou pouco porque a fragilidade defensiva é uma constante. Após um alívio curto num canto, a bola voltou ao coração da área, onde Affengruber chegou uma fração de segundo antes de Oblak para restabelecer a igualdade pouco depois do quarto de hora.
Assado à mão Almada
Esse golo fez maravilhas aos anfitriões, que recomeçaram com ainda mais intensidade na pressão alta. E foram recompensados. Affengruber pressionou Thiago Almada e este, muito macio, perdeu a bola na sua área e não teve outra ideia, enquanto pedia falta ao árbitro, senão agarrar o adversário. Penálti, expulsão... e golo de André Silva para o 2-1.
O futebol, porém, é caprichoso. E Nico González é mesmo muito bom. A jogar com o pé trocado, como ala direito, entrou pela linha de fundo, fez um chapéu e cabeceou sem deixar a bola cair para marcar o 2-2. O VAR permitiu-lhe festejar depois de o árbitro ter anulado o lance por pensar que a bola tinha saído dos limites do relvado.
Com este resultado chegou-se ao intervalo. E com os de Eder Sarabia a pressionar (7-0 em cantos) e os de Simeone a defenderem-se sem conseguir ligar três passes seguidos. Cabia então ao treinador mexer para tentar tirar algo positivo mesmo em inferioridade numérica. Tirou Julio Díaz e Le Normand para lançar Nahuel e Pubill. Assim começou uma segunda parte com novo fôlego e um golo anulado a Baena por claro fora de jogo. A partir daí, restou defender perante um anfitrião que não encontrava outra solução senão cruzar bolas para a área.
Após uma série de substituições em ambas as equipas, Cepeda testou os reflexos de Oblak de longe e o esloveno respondeu com alguma dificuldade. O domínio era total dos franjiverdes e a insistência acabou por ser premiada após um canto em que primeiro Affengruber acertou no poste e depois o próprio austríaco conseguiu assistir André Silva, que assinou o 3-2.
Ainda faltava um quarto de hora para o final do encontro. Mas o mais perto que o Atlético esteve de resgatar um ponto foi num remate de Griezmann, sempre otimista, perante Dituro. O guarda-redes respondeu bem para segurar o triunfo e garantir três pontos que permitem à equipa sair da zona de despromoção e subir cinco lugares.

