"Quem considera que hastear a bandeira de um Estado é 'incitar ao ódio', ou perdeu o juízo ou foi cegado pela sua própria ignomínia", escreveu Sánchez na sua conta de X.
"Lamine apenas expressou a solidariedade para com a Palestina que sentimos milhões de espanhóis. Mais um motivo para estarmos orgulhosos dele", acrescentou o presidente do governo espanhol.
Lamine Yamal hasteou uma bandeira palestiniana a partir do autocarro do Barcelona na passada segunda-feira durante as celebrações pela conquista do título da Liga no domingo frente ao Real Madrid.
Sánchez reagiu à publicação nas contas sociais do ministro da Defesa israelita, Israel Katz, que, de manhã, tinha acusado Yamal de incitar ao ódio.
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, reagiu esta quinta-feira ao gesto do avançado do Barça e da seleção espanhola acusando-o de "incitar contra Israel e fomentar o ódio".
"Como Ministro da Defesa do Estado de Israel, não ficarei em silêncio perante a incitação contra Israel e contra o povo judeu", acrescentou Katz na sua conta de X.
A reação de Flick
"Espero que um clube grande e respeitado como o FC Barcelona se demarque destas declarações e deixe claro, de forma inequívoca, que não há lugar para a incitação nem para o apoio ao terrorismo", concluiu.
O gesto de Lamine teve eco em Gaza, onde artistas num campo de refugiados pintaram um mural sobre os escombros que marcam o território, mostrando Yamal a hastear uma bandeira palestiniana, constatou um jornalista da AFP.
O treinador do Barcelona, Hansi Flick, tinha criticado o gesto do seu jogador na passada terça-feira, afirmando que "são coisas que normalmente não me agradam".

"Disse-lhe que, se quiser fazê-lo, é decisão dele, já é maior de idade", acrescentou Flick, questionado sobre esse gesto.
As relações entre Espanha e Israel deterioraram-se desde o início da intervenção israelita em Gaza, desencadeada pelo ataque do Hamas contra Israel a 7 de outubro de 2023.
Israel chamou a sua embaixadora para consultas depois de Madrid ter reconhecido o Estado palestiniano em 2024, enquanto Espanha também retirou a sua principal representante em Telavive em março.
