Recorde as incidências da partida

Perante aquele que é considerado por muitos o plantel mais forte do futebol brasileiro da atualidade, o Vitória alcançou um dos resultados mais marcantes dos últimos anos do clube, sobretudo pela forma como conseguiu inverter a eliminatória. A equipa orientada por Jair Ventura atravessa um excelente momento de forma e soma agora cinco jogos consecutivos sem perder, com três vitórias nesse período. O Leão sonha agora, pelo menos, repetir a caminhada até à final de 2010, a melhor prestação da sua história na Taça do Brasil.
A primeira parte no Barradão ficou marcada por estratégias bem distintas. O Vitória privilegiou a organização defensiva e as saídas rápidas em contra-ataque, enquanto o Flamengo tentou assumir o controlo ofensivo da partida. Logo nos minutos iniciais, Erick incendiou o estádio com um remate potente de pé esquerdo ao ângulo da baliza defendida por Agustín Rossi. O golo anulou a vantagem construída pelo Flamengo na primeira mão e relançou por completo a discussão da eliminatória.
Em desvantagem, o Rubro-Negro encontrou muitas dificuldades para desmontar o bloco defensivo adversário e ficou aquém do esperado durante grande parte da etapa inicial. Só depois da meia hora, explorando melhor os corredores laterais, a equipa carioca começou a criar verdadeiro perigo. Lucas Arcanjo destacou-se então como figura maior do Vitória, com uma defesa de grande nível a remate de Luiz Araújo, além de outras intervenções decisivas.
Leão é letal
A segunda parte arrancou com forte pressão do Flamengo, mas Lucas Arcanjo voltou a responder sempre que foi chamado a intervir. Apesar de passar largos períodos encostado ao seu meio-campo defensivo, o Vitória nunca abdicou de sair rapidamente para o ataque e acabaria recompensado por isso. Depois de Renê ameaçar o segundo golo, Luan Cândido aproveitou uma bola sobrante na sequência de um canto para ampliar a vantagem da equipa baiana.

Já em posição de apuramento, o Vitória viu o Flamengo assumir ainda mais riscos ofensivos, embora sem a agressividade necessária para verdadeiramente sufocar os anfitriões. O conjunto carioca insistiu em demasia nos cruzamentos para a área e criou apenas uma oportunidade clara até final, num remate de Pedro travado, mais uma vez, por um inspirado Lucas Arcanjo.
