O grupo de homicídios do comissariado provincial de Tenerife está encarregado das investigações, sob supervisão judicial. Contudo, não foram divulgados quaisquer pormenores sobre as diligências realizadas. O Tribunal Superior de Justiça das Canárias recordou que qualquer morte que não resulte de uma causa natural conduz automaticamente à abertura de uma investigação judicial.
A tragédia aconteceu nos últimos instantes do encontro, quando as duas equipas estavam empatadas (2-2). Aos 90+2', Jesús de Miguel disputava uma bola aérea quando Jesús Owono saiu a grande velocidade para tentar afastá-la. O joelho do guarda-redes atingiu o corpo do avançado, que ficou no chão. O árbitro expulsou Owono por ter, segundo o relatório da arbitragem, "atingido bruscamente um adversário com a perna levantada e força excessiva".
Esta sanção desportiva não permite tirar conclusões sobre uma eventual responsabilidade criminal, que exigiria uma análise das circunstâncias do choque e das provas disponíveis. Até ao momento, não foi anunciada qualquer investigação especificamente dirigida ao guarda-redes, e nada indica que tenha sido identificado como suspeito.
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Assistido no relvado, Jesús de Miguel foi transportado numa ambulância. Sofreu uma paragem cardiorrespiratória durante a assistência, antes de os meios de socorro conseguirem restabelecer os seus sinais vitais. Internado nos cuidados intensivos do Hospital Universitário Nuestra Señora de Candelaria, em Santa Cruz de Tenerife, o seu estado agravou-se durante a noite. Ao início da manhã, o clube informou que a sua situação se tinha deteriorado a nível neurológico, antes de anunciar a sua morte.
Nascido em Madrid, o avançado formou-se no CDE Lugo Fuenlabrada e, depois, no CD Leganés. Passou ainda pelo Internacional de Madrid, Fuenlabrada, Unión Adarve, Navalcarnero e Unionistas. Em janeiro de 2023, transferiu-se para o CD Castellón, pelo qual jogou na segunda divisão, antes de assinar pelo Tenerife no verão de 2025.
