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"Semelhante ao da primeira mão. Qualquer outro sentimento pode levar ao erro. É preciso encarar com naturalidade", explicou Iñigo Pérez sobre a forma como aborda o jogo, insistindo em evitar tanto a euforia como o excesso de confiança.
O treinador navarro fez também questão de valorizar o que se aprendeu nos momentos recentes: "Não devemos fugir dos momentos delicados, mas sim aprender com eles. O jogo da primeira mão foi bonito, mas é fundamental continuar a encarar tudo com naturalidade. Ser cautelosos vai ajudar-nos".
Um dos fatores diferenciadores voltará a ser o apoio dos adeptos. O Rayo Vallecano não estará sozinho e isso acrescenta uma responsabilidade extra: "Desde pequenos que vemos estas imagens e é maravilhoso. Este ano, ao vermos o que fazem pela Franja, a responsabilidade aumenta".
No plano futebolístico, a mensagem é clara: nada de proteger o resultado. "É preciso perceber que é um jogo diferente, sem pensar em defender a vantagem de três golos. Somos especialistas em reconstruir a partir das ruínas e amanhã temos de construir um novo começo. Não proteger. Eles vão tentar replicar o que fizemos. Não podemos ficar num canto à espera e aguentar pancada", referiu.
Para além do plano tático, Iñigo Pérez destacou o aspeto mental como elemento fundamental: "O aspeto mental é importante. Amanhã ainda mais. O cérebro e o coração têm o seu peso. 99% do jogo estará em saber controlá-lo e adaptar-nos às circunstâncias. Eu tentarei ajudar-lhes nesse 1%. A primeira parte será fundamental".
O técnico valorizou ainda o que significaria dar mais um passo na competição: "Gosto da possibilidade de passar. O processo ficaria completo da melhor forma. Fico feliz por quem conseguiu a subida e jogou as meias-finais da Taça com o Iraola. No cômputo geral, o processo é tão bom a nível desportivo que me deixa realmente feliz. Oxalá possamos falar deste tipo de feito".
Por fim, deixou palavras para os adeptos que se deslocaram e para a gestão do plantel. "Falo sempre em dívida porque sabemos que vão estar presentes. Temos de lhes dar algo de que se possam orgulhar", afirmou sobre os 1.500 rayistas presentes. Quanto às recentes rotações, foi claro: "Tenho um plantel muito equilibrado. Os que jogam são os ideais, gerindo cargas, rendimento e a tática do adversário".
