"Deixou-me muito triste ver como o Cristiano Ronaldo foi apoiado na seleção, a maneira como o Luiz Filipe Scolari o acarinhou quando foi o infortúnio da morte do seu pai, a maneira como na Federação todas as pessoas o tratavam, e agora esta situação. Realmente, só dá para perceber por quem está obcecado com alguma coisa. Não sei o que é, mas nem me interessa", afirmou Gilberto Madaíl, em declarações à Rádio Renascença.
"Cada um interpreta como quiser agora. Para mim, o Ronaldo deveria ter a humildade para reconhecer que foi também através da Federação – volto a repetir, também através da Federação – que teve aquilo que tem, todo o prestígio que tem hoje", acrescentou o antigo dirigente, que deixou elogios ao atual presidente da FPF, Pedro Proença.
"Só tenho de o louvar e de o admirar pela maneira como ele tem sabido acudir a um lado, acudir ao outro, e situar-se numa posição de presidente", referiu, alterando a sua opinião quando foi desafiado a comentar as ações de Jorge Jesus.
"O Jorge Jesus tem estado a fazer um muito bom lugar, mas fez mais do que aquilo que deveria ter feito. Combinar com um jogador antes dos jogos se joga o terceiro ou o quarto jogo já é uma deferência muito grande. E depois se não entrou no intervalo ou se esteve muito tempo a aquecer… estamos a falar de futebol", concluiu.
Tudo sobre o caso Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo abandonou a 30 de setembro o estágio da seleção, na véspera do jogo com a Dinamarca. "A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses", prometeu o avançado de 41 anos, depois da bomba que caiu sobre o futebol português.
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