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"Realizámos uma votação entre os jogadores para apurar a sua posição sobre a realização dos jogos frente a (Israel)", disse David Courell, dirigente da Federação Irlandesa de Futebol, aos jornalistas em Debrecen, na Hungria, onde o jogo se disputará no domingo.
"Foi uma maioria expressiva a favor da intenção de prosseguir", afirmou Courell.
"Com base nisso, a federação tomou a decisão, em nome do futebol irlandês, de que este jogo prosseguiria, uma vez que sempre tivemos a intenção de realizar os jogos", acrescentou.
A Irlanda tem agendados dois jogos da Liga das Nações frente a Israel. O primeiro, oficialmente um jogo em casa de Israel, será disputado num recinto neutro na Hungria.
O jogo que a Irlanda disputará em casa, a 4 de outubro, foi transferido do Estádio Aviva, em Dublin, para Bačka Topola, na Sérvia, devido a preocupações com possíveis distúrbios e questões de segurança.
"Tomei uma decisão que não foi fácil", afirmou no Instagram Bazunu, do Bolton: "Sinto que seria errado participar nos próximos jogos frente a Israel. A minha decisão baseia-se exclusivamente na convicção pessoal de que matar pessoas inocentes é errado".
A Irlanda é há muito uma forte defensora da causa palestiniana, com essa simpatia frequentemente associada à própria história do país sob domínio britânico.
Dublin, juntamente com Espanha e Noruega, reconheceu formalmente um Estado palestiniano em 2024 e tem criticado repetidamente Israel devido ao conflito em Gaza.
Israel rejeita veementemente as alegações de que a sua atuação em Gaza constitua um genocídio.
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