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“Creio que depois do que aconteceu, primeiro ao ausentar-se do estágio e depois com aquele comunicado, era praticamente impossível poder voltar. Mesmo que ele não tivesse tomado esta decisão, eu não creio que existissem as mínimas condições para continuar”, afirmou Paulo Bento, em declarações à RTP Noticias.
O treinador de 57 anos liderou Portugal entre 2010 e 2014, incluindo nas fases finais do Euro-2012, que decorreu na Polónia e na Ucrânia e em que a seleção nacional alcançou as meias-finais, e no Mundial-2014, no Brasil, que terminou com uma eliminação inesperada ainda na fase de grupos.
“O que aconteceu no estágio não me parece que seja motivo para se ter ausentado daquela maneira, ainda mais tendo em conta a responsabilidades que tinha na equipa. Mas, as atitudes têm consequências e este fim não era desejável para ninguém”, lamentou o antigo médio.
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Apontando Cristiano Ronaldo como o melhor jogador de todos os tempos, Paulo Bento falou do seu período na seleção e em como o avançado era determinante, estatuto que foi perdendo nos últimos anos.
“Na minha passagem pela seleção, a equipa tinha uma dependência pelo Ronaldo. Mas, isso foi acabando com Fernando Santos, sobretudo no Mundial-2022, e depois com Roberto Martínez. O tempo a todos nos consome de alguma maneira e claramente o seu rendimento já não era em consonância com o seu estatuto”, concluiu.
No Mundial-2014, com Paulo Bento, Portugal ficou pela fase de grupos, numa das suas piores campanhas de sempre em Campeonatos do Mundo, e Cristiano Ronaldo disputou a competição com vários problemas físicos.
Paulo Bento abandonou o cargo de selecionador e, anos depois, assumiu publicamente que a sua relação com Ronaldo foi ficando cada vez mais difícil e que a hierarquia entre treinador e jogador tinha sido posta em causa.
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O avançado Cristiano Ronaldo, de 41 anos, anunciou na passada quinta-feira a retirada da seleção portuguesa de futebol, através de um vídeo divulgado nas suas redes sociais, na véspera de serem conhecidos os convocados para os últimos dois jogos da fase de qualificação da Liga das Nações.
Recordista mundial de jogos por seleções, com 234 internacionalizações AA, e de golos, com 146, Cristiano Ronaldo tem como pontos altos da carreira na seleção a conquista do Euro-2016, em França, bem como duas edições da Liga das Nações, em 2019 e 2025, depois de ser ter tornado vice-campeão europeu no Euro-2004, realizado em Portugal.
No dia 30 de setembro, o avançado abandonou o estágio da seleção portuguesa na véspera da partida frente à Dinamarca, da Liga das Nações, em Copenhaga, no início do ciclo de Jorge Jesus no comando técnico da seleção.
Ronaldo, que foi titular com o País de Gales e suplente não utilizado com a Noruega, revelou que Jesus lhe faltou à palavra mais do que uma vez e que por isso decidiu abandonar o estágio por iniciativa própria, decisão que lhe custou um castigo de 30 dias, já cumprido, e uma multa de 255 euros.
O último jogo pela equipa das quinas acabou por ser o triunfo frente ao País de Gales (1-0) disputado no dia 24 de setembro, na primeira jornada do Grupo A4 da Liga das Nações, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, mais de 23 anos depois da estreia no dia 23 de agosto de 2003, em Chaves, num particular frente ao Cazaquistão.
Já o último golo com a camisola lusa foi marcado no triunfo frente à Croácia (2-1), nos 16 avos de final do Mundial-2026, em 03 de julho, em Toronto, no Canadá, ao converter uma grande penalidade.
Tudo sobre o caso Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo anunciou a despedida da seleção portuguesa a 05 de novembro, depois de ter abandonado o estágio da equipa a 30 de setembro, na véspera do jogo com a Dinamarca.
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