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Esta terça-feira, o FC Porto estreia-se no novo formato na Liga dos Campeões, com a receção ao Manchester City. Contudo, o campeão nacional vai ter de o fazer sem o melhor jogador da última edição da Liga Portugal: Victor Froholdt.
O dinamarquês sofreu uma concussão no duelo com o Moreirense, da quinta jornada da Liga Portugal, e ao abrigo dos protocolos em vigor vai obrigatoriamente falhar o encontro da primeira jornada da fase principal da Champions.
Nesse sentido, Francesco Farioli tem uma decisão que raramente se viu obrigado a tomar. Desde que foi contratado ao Copenhaga, no último verão, Froholdt falhou apenas dois dos 59 jogos oficiais que o FC Porto fez (contra o Vitória SC na Taça da Liga e frente ao Sintrense na Taça de Portugal), sendo que foi titular em 48 e nesses só em nove é que acabou substituído.
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A imagem de Farioli
Victor Froholdt acabou por se transformar na imagem da intensidade que Farioli pede ao seu FC Porto. Intenso, o médio dinamarquês costuma atuar como interior direito e faz o terreno de forma incansável para ajudar em ambas as áreas.
Prova disso são os seus 3,4 toques na zona ofensiva na temporada passada, que se juntam às 5,1 ações defensivas por jogo. Um box-to-box na verdadeira aceção da palavra.

Padrão
Francesco Farioli é conhecido por ser um treinador bastante metódico na forma como gere os jogos. E sempre que precisou de substituir Froholdt, o treinador italiano apostou quase sempre em manter o padrão da equipa.
Stephen Eustaquio (3) foi o nome que mais vezes rendeu Froholdt, seguido de Seko Fofana (2), ou seja, os dois jogadores encarregados de fazer sombra ao dinamarquês na hierarquia do plantel.
Rodrigo Mora foi lançado por uma vez, Pablo Rosario outra, Bernardo Lima na festa da consagração do título, e, na vez mais radical, diante do Rio Ave, na 23 jornada da Liga Portugal 2025/26, apostou em Terem Moffi, um avançado, já aos 84 minutos.
Nos dois jogos em que não foi utilizado, acabou por ser Stephen Eustaquio quem ocupou a vaga. Nas partidas em que foi suplente utilizado, Seko Fofana foi o titular em seis ocasiões, Eustaquio noutras duas e Pablo Rosario noutra.
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Intensidade vs técnica
Percebendo o padrão e reconhecendo que Farioli não será um técnico que arrisque mudar demasiado a estrutura para, por exemplo, lançar Alan Varela para formar um duplo pivô defensivo com Pablo Rosario, a escolha deve prender-se entre Seko Fofana e Hwang In-Beom, dois jogadores com estilos distintos na hora de ter bola.
Internacional pela Costa do Marfim, Fofana é um jogador mais na linha de Froholdt. Destaca-se pela quantidade de dribles tentados (4,2 por 90 minutos) e pela forma como pisa a área adversária (3,9), sem descurar os duelos defensivos (6,5).
Já Hwang é um jogador mais de controlo da bola e jogo associativo. Não toca tanto na área adversária (1,7 por 90 minutos), mas cria mais (2,2) e toca mais vezes na bola (6,3), sendo que também se destaca de Fofana nas bolas recuperadas (5,4).

Se em termos de intensidade defensiva, Farioli não deverá perder muito em relação ao dinamarquês, a principal mudança será na forma de atacar da equipa. E nesta equação poderá pesar um Manchester City habituado a dominar a bola e que pode retirar o esférico aos dragões.

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