André Onana: "Se tivermos de sofrer para ganhar, eu aceito isso"

Os festejos de André Onana no Estádio do Dragão
Os festejos de André Onana no Estádio do DragãoAFP

A cumprir a temporada de estreia no Inter Milão, depois de oito anos no Ajax, André Onana, guarda-redes internacional camaronês, foi uma das figuras do apuramento italiano para os quartos de final da Liga dos Campeões, eliminando o FC Porto, medindo agora forças com o Benfica.

"O papel do guarda-redes é muito importante. Porquê? Porque tem muita responsabilidade, como já disse muitas vezes. Mas eu adoro ter responsabilidade. Adoro esse tipo de pressão. Gosto de ser o último obstáculo. Inspirei-me em muitos guarda-redes para aprender a estar entre os postes. Estou sempre a tentar melhorar o meu estilo e isso é algo que aprendi ao longo dos anos", afirmou André Onana, em declarações aos canais da UEFA, onde recordou a eliminatória com o FC Porto.

"Podes jogar muito bem mas se a equipa não ganhar isso não interessa. Para nós foi fantástico, há 12 anos que o Inter não chegava a esta fase, por isso houve muita celebração. Sabemos que temos jogos muito importantes pela frente, temos de nos manter focados, sabemos que vai ser duro mas no Inter estamos sempre preparados para defrontar qualquer adversário", defendeu o guarda-redes camaronês de 27 anos, que brilhou no Estádio do Dragão.

"Foi por isso que o Inter me quis: para defender como tenho defendido. Estou muito satisfeito com o meu desempenho até agora mas, uma vez mais, estou apenas a fazer o meu trabalho. Estou feliz por essa exibição, porque nos permitiu seguir em frente na competição, e isso é sempre o mais importante. E tivemos dificuldades que foram óbvias. Isso pode acontecer no futebol, não podemos jogar sempre bem. Se tivermos de sofrer para ganhar, eu aceito isso", explicou André Onana, sem esconder a ambição na Liga dos Campeões em vésperas de defrontar o Benfica.

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"Estamos nos quartos de final e na minha cabeça acho que o Inter, este clube e estes jogadores, podem aspirar a ganhar tudo. Temos de dar o nosso melhor para ganhar o maior número de competições possível. Cheguemos ou não à final, temos de deixar tudo em campo. Faremos o nosso melhor. Se não chegarmos lá, regressaremos a casa com o sentimento que deixámos tudo lá dentro e que os deuses do futebol não estiveram do nosso lado", disse Onana.

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