Reveja aqui as principais incidências da partida

O Sporting chegou a Londres num contexto de convulsão interna. Rui Borges foi afastado no domingo, Paulo Fonseca está a caminho e pelo meio coube a Tiago Fernandes voltar a fazer a ponte como interino, em Londres, num recuar até 2018 (em que empatou com o Arsenal na Liga Europa).
O onze inicial ditou um arrojo que poucos esperavam. O Sporting regressou aos três centrais com o jovem Eduardo Felicíssimo a ser novidade. O meio-campo manteve-se a três, Geny Catamo voltou a fazer a ala direita e na frente Luis Suárez e Fotis Ioannidis formaram uma dupla pouco vista.
A ideia parecia boa, mas em termos práticos pouco serviu ao Sporting no primeiro tempo. O primeiro tempo terminou sem qualquer lance de perigo por parte dos leões. Como seria de esperar, o meio-campo encontrou dificuldades para funcionar e a complementaridade entre Suárez e Ioannidis não surgiu, com o grego a recuar para 10, mas a atacar os mesmos espaços do colombiano.

Fica o calafrio a acabar o primeiro tempo, em que Nazaryna encontrou Kauã Elias no segundo poste e o brasileiro falhou a emenda à boca da baliza. O Sporting sobreviveu no primeiro tempo.
A segunda parte trouxe um leão mais revigorado. Talvez mais desperto pelo segundo lance de perigo de Kauã Elias, bloqueado por Eduardo Felicíssimo e Gonçalo Inácio. Doumbia teve uma primeira tentativa que passou a centímetros do poste, mas à segunda não desperdiçou.
Numa rara combinação entre os jogadores leoninos, Silas Andersen colocou a bola em Luis Suárez, Pedro Henrique tentou cortar, mas o esférico acabou por cair nos pés do internacional italiano que não desperdiçou. Depois de Lens, Doumbia marcou em Londres, o que equivale a dizer que golos fora na Liga dos Campeões é com ele.
Foi a melhor fase do Sporting no jogo. Suárez ficou muito perto do golo, mas falhou a emenda ao cruzamento de Maxi Araújo e ainda desperdiçou uma oportunidade isolado. Eduardo Quaresma antecipou-se num canto, mas Riznyk estava atento e defendeu. O Sporting carregou, mas não marcou e isso quase se revelou demasiado caro.
O último quarto de hora foi marcado por um sufoco do Shakhtar. Tal como o país que se recusa a baixar os braços perante a invasão de que é alvo, esta equipa mostrou coração e qualidade nos minutos finais. Kauã teve mais um grande falhanço, Alisson tentou enganar Rui Silva num livre (boa defesa do guarda-redes leonino) e acertou no poste numa jogada individual. Newerton teve o golo na cabeça, mas o guarda-redes leonino agigantou-se numa das últimas jogadas do encontro. Num cenário tantas vezes visto esta época, o Sporting voltou a brincar com o perigo, ao recuar excessivamente.

O apito final acabou por confirmar a história: Sempre que defrontou o Shakhtar, o Sporting vence por 1-0. Com nove pontos, os leões aproximam-se decisivamente do apuramento para o play-off, numa altura em que o calendário europeu vai apertar em termos de dificuldade.
Tiago Fernandes confirmou a aura de interino (terceira vitória em quatro jogos) e entrega um leão mais confiante no futuro a Paulo Fonseca.
Homem do jogo Flashscore: Eduardo Felicíssimo (Sporting)


