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Tiago Fernandes é um nome intimamente ligado ao Sporting. Filho de um dos nomes maiores da história leonina – Manuel Fernandes – conta com quase toda a carreira de treinador feita em Alvalade.
Depois de se ter separado da equipa técnica do pai, em 2011, esteve nos escalões de formação dos leões entre 2012 e 2018. Iniciou um périplo por Chaves, Estoril, Leixões, Torreense e Portimonense antes de regressar novamente a casa no início desta temporada para orientar a equipa B na Liga 2.
A primeira oportunidade
Campeão com os juniores em 2017, Tiago Fernandes começou a época 2018/19 integrado na equipa técnica de José Peseiro. O técnico de 58 anos foi o escolhido por Sousa Cintra para suceder a Jorge Jesus na sequência do ataque à Academia de Alcochete, e num verão em que Sinisa Mihajlovic chegou também a ser anunciado treinador dos leões por Bruno de Carvalho, que estava a dias de ser destituído.
A passagem de Peseiro acabou por não ter o efeito desejado e ao fim de 14 jogos, numa derrota com o Estoril para a Taça da Liga, foi demitido. Enquanto não chegava uma alternativa mais permanente, foi dada a um jovem da casa, com um apelido histórico, mas sem experiência como técnico principal de seniores: Tiago Fernandes.
Com o Sporting em quinto lugar no campeonato, a dois pontos do líder FC Porto após oito jornadas, a tarefa não se adivinhava fácil. Bruno Fernandes e Nani eram as principais figuras de um plantel em que a qualidade, sobretudo quando comparado com os rivais.
Com 37 anos era visto como um técnico promissor e aproveitou a oportunidade da melhor maneira. Fez 3 jogos e não perdeu nenhum, com particular destaque para a visita ao Arsenal, no Grupo E da Liga Europa que terminou com um nulo. Amealhou vitórias com o Santa Clara e Chaves, ambas por 2-1, na Liga Portugal.

Na altura optou por uma continuidade. Não mudou muito o esquema tático de José Peseiro e deu-lhe um cunho pessoal, com a estreia do jovem Miguel Luís como titular diante do Arsenal.
Acabou por ceder o lugar a Marcel Keizer e seguiu para Chaves, não ficando na equipa técnica do neerlandês.
Com mais experiência e outras ideias
Oito anos volvidos, Tiago Fernandes vê-se numa situação semelhante. Treinador da equipa B, cargo que assumiu no início desta temporada, foi chamado a fazer a ponte entre Rui Borges e Paulo Fonseca, novamente com um jogo europeu e em Londres (onde o Shakhtar Donetsk escolheu jogar como anfitrião na Liga dos Campeões).
Não irá disputar o campeonato, mas apanha o Sporting em terceiro lugar, a nove do líder FC Porto, em clara crise de confiança, sobretudo devido às exibições aquém em Alvalade, onde se contabilizam derrotas consecutivas com LASK e Académico.
Aos 45 anos, o treinador chega com um perfil diferente. Com passagens aquém das expectativas em clubes do segundo escalão e 13 jogos na Liga Portugal com um Chaves que acabou por descer em 2018/19, Tiago Fernandes já não é rotulado como uma jovem promessa dos bancos.
Ainda assim, tem a equipa B isolada no topo da Liga 2, onde tem variado num esquema híbrido, apostando muitas vezes em 3 centrais, com um médio ou lateral a baixar na posição.

Resta perceber se na Liga dos Campeões vai optar por manter as bases do 4x3x3 que Rui Borges estava a implementar recentemente, em que Altimira recuava para os centrais. Ou se vai apostar no conforto dos jogadores ainda que só tenha um treino realizado.
Uma coisa parece certa, os adeptos e a Direção parecem torcer por uma manutenção da invencibilidade enquanto técnico da equipa principal.




