Griezmann dá mais uma lição no seu último jogo da Champions no Metropolitano

Griezmann a rematar à barra da baliza do Arsenal
Griezmann a rematar à barra da baliza do ArsenalTHOMAS COEX / AFP

Apesar do resultado não ter sido favorável, pois um empate não deveria bastar para o "Principito", o francês voltou a dar um autêntico clínico de futebol, o último na Liga dos Campeões diante dos seus adeptos.

Recorde as incidências da partida

Numa época em que parecia que a sua presença iria ficar em segundo plano, o campeão do mundo pela França, Antoine Griezmann, reinventou-se mais uma vez para tornar-se numa peça fundamental no esquema do Diego Simeone.

As exigências do dia a dia dificultavam a vida a um futebolista de 35 anos, mas Griezmann soube gerir-se da melhor forma para chegar aos grandes momentos com energia máxima e sempre ao serviço do coletivo, adaptando o seu jogo e lendo como ninguém os ritmos de cada partida.

Peça-chave frente ao Barcelona

Foi precisamente diante do seu antigo clube, o Barcelona, que se assistiu a uma das últimas grandes exibições do melhor marcador da história do Atlético de Madrid.

Na primeira mão da Taça do Rei foi determinante, ao marcar um golo e estar constantemente a criar dificuldades à linha defensiva desenhada por Hansi Flick. Tal como um verdadeiro quarterback, desfez a defesa da Cidade Condal e ajudou a garantir um histórico 4-0.

Apesar de o Atleti ter perdido a segunda mão no Camp Nou, Antoine Griezmann foi o único capaz de decifrar os segredos do esquema barcelonista, permitindo que os seus respirassem sempre que o Barça concedia o mínimo espaço.

Na Liga dos Campeões voltou a exibir-se ao mais alto nível. Foi um incómodo constante para a sólida estrutura blaugrana. Com o 0-2 na primeira mão e o 1-2 na segunda, o Atleti garantiu a passagem às meias-finais da Liga dos Campeões.

Os números de Griezmann
Os números de GriezmannFlashscore

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Frente ao Arsenal, para o '7' rojiblanco não era um jogo qualquer: tratava-se de umas meias-finais da Champions e da sua última grande noite europeia no Metropolitano.

O seu rendimento voltou a estar à altura das grandes ocasiões. Recuperou a bola em zonas adiantadas, criando dificuldades a uma das melhores defesas do continente. Combinou com Julián Álvarez e esteve perto de marcar em mais do que uma ocasião, especialmente numa muito clara.

A barra foi o seu maior adversário. Não se intimidou perante um gigante como Gabriel e rematou com classe enquanto caía, a tentar colocar a bola no ângulo de Raya. Com o guarda-redes já batido, só o ferro lhe negou um golo que poderia ter mudado o rumo do encontro.

Griezmann: "O meu grande sonho é chegar à final"

"A nossa segunda parte foi muito melhor em termos de intensidade e pressão. É assim que temos de continuar para o jogo da segunda mão. Vai ser um jogo bonito para disputar. Para quem estiver em casa ou no estádio, para sofrer, mas é isso que torna o futebol especial", afirmou Griezmann no final da partida.

"Sofrer um golo no final da primeira parte custa. Fizemos dois ou três ajustes táticos para pressionar melhor e bascular, e essa foi a diferença. Depois, os nossos adeptos empurraram-nos. Tive três oportunidades, mas não consegui marcar; na segunda mão, de certeza. Fizemos todos um grande trabalho e temos de ficar com o que fizemos na segunda parte", acrescentou.

"O meu grande sonho é chegar à final. Preparei-me muito para este jogo e para o da segunda mão e espero que o consigamos", concluiu Griezmann.