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Antes da chegada de Rui Borges ao Sporting, a ausência de Fresneda num jogo europeu não preocupava os sportinguistas. O ex-Valladolid não tinha convencido em Alvalade e estava de malas feitas para o lago Como, em Itália, para jogar às ordens de Cesc Fàbregas, mas agora a situação mudou.
O espanhol aproveitou uma curta janela no mês de janeiro de 2025 e destacou-se na final four da Taça da Liga, superando testes exigentes para garantir a continuidade em Alvalade e passar de dispensável a peça-chave da ideia do treinador para o Sporting.
Apesar de ainda ser muitas vezes visto como um patinho feio por parte dos adeptos leoninos, Fresneda agarrou o lugar e até começa a colecionar pretendentes internacionais, muito devido às boas exibições na prova milionária. Mais de um ano depois, o espanhol é visto como uma ausência de peso para a partida em Londres. A espreitar pela janela que já foi de Fresneda está agora o grego Georgios Vagiannidis.
A solução que ainda não o foi
Apesar da boa segunda metade de época de Fresneda, a lateral direita do Sporting foi desde cedo um dos alvos no mercado de verão da direção de Frederico Varandas.
O jovem Diogo Travassos não convenceu o técnico e seguiu por empréstimo para o Moreirense, depois de os leões terem confirmado a aquisição de Vagiannidis ao Panathinaikos, a troco de 12 milhões de euros.

O investimento obrigava, pelo menos, o internacional grego a discutir o lugar de titular na lateral direita com Fresneda, mas Rui Borges não o encarou dessa forma e isso ficou desde logo evidente nos jogos europeus.
Apesar da rotação na primeira metade da fase regular da Champions, Vagiannidis foi um dos jogadores do Sporting com menos minutos na prova, estreando-se apenas à quarta jornada devido à indisponibilidade física do espanhol.

As qualidades ofensivas do internacional grego levaram Rui Borges a utilizar o ex-Panathinaikos em partidas de menor exigência que acabam por inflacionar os números do próprio Vagiannidis, que já leva seis assistências esta época contra apenas duas de Fresneda.
No entanto, esta estatística não explica a época de estreia do lateral de 24 anos em Alvalade.
Na comparação com Fresneda, Vagiannidis apresenta um perfil distinto, o que explica desde logo a escolha de Rui Borges em jogos de maior exigência defensiva, como será o de Londres.

Enquanto o internacional sub-21 espanhol se sente confortável numa linha de cinco, algo que tem acontecido na Liga dos Campeões, com Geny a fechar à direita, Vagiannidis é um lateral mais confortável junto à linha lateral e distante da sua área.
Em contexto europeu, onde o Sporting baixa linhas e exige maior rigor defensivo, essa diferença de perfil torna-se mais evidente e ajuda a explicar a preferência clara por Fresneda.
A visita ao Bodo/Glimt deixou uma vez mais exposto o defesa helénico, que cometeu uma grande penalidade e acabou a partida como o pior jogador para o Flashscore, com um rating de 5.7 naquela que foi apenas a sua segunda titularidade para as competições europeias pelos leões.
Janela volta a abrir numa fase decisiva
Apesar de não fazer parte do rótulo dos patinhos feios de Alvalade, onde estiveram laterais como Esgaio e o próprio Fresneda, Vagiannidis está longe de encantar nesta primeira temporada de leão ao peito e, caso o espanhol continue no Sporting, a própria permanência do grego deverá ser analisada pela direção do Sporting, depois da época positiva de Travassos no Moreirense.
Além da partida decisiva diante do Arsenal, que vai marcar a terceira titularidade de Vagiannidis na Liga dos Campeões - uma vez mais por questões físicas e não por preferência de Rui Borges -, o internacional grego deve encarar estes meses como decisivos para a sua afirmação em solo português.

A gestão física de Fresneda pode obrigá-lo a ser lançado nos próximos jogos importantes do Sporting, frente a Benfica e FC Porto, para a Liga e Taça de Portugal, respetivamente.
Além de definir a época do Sporting, os próximos dias podem também ditar o futuro de Vagiannidis no clube. Tal como Fresneda em janeiro de 2025, o grego tem agora uma oportunidade rara para se afirmar. Chegou a hora de mostrar que é capaz de o fazer.

