Dembélé é o atual detentor da Bola de Ouro e a principal figura do PSG. O avançado, extremamente produtivo, conquistou a simpatia do treinador Luis Enrique, não só pelo seu empenho, que ajudou os parisienses a chegar à segunda final consecutiva da Liga dos Campeões.
O rótulo de superestrela traz muitas vezes consigo a necessidade de alimentar o ego, o que se reflete frequentemente na atitude do jogador. No entanto, o avançado francês não se enquadra nesse perfil.
"Luis Enrique substituiu Ousmane Dembélé, o seu melhor jogador, aos 65 minutos da meia-final da Liga dos Campeões e ninguém se queixou", salientou Kroos na entrevista ao jornal Marca, referindo-se ao recente duelo com o Bayern.
Formado no Rennes, Dembélé inaugurou o marcador logo aos três minutos da segunda mão. Após uma hora de jogo, foi o primeiro a sair do relvado.
"Dembélé saiu do campo, cumprimentou o treinador e sentou-se no banco, onde incentivou os seus colegas de equipa. Existem exemplos opostos", continuou o alemão.
Kroos não foi específico, mas os adeptos rapidamente associaram as suas palavras a Vinícius Júnior. O brasileiro alinhou ao lado do médio alemão em 209 partidas pelo Real Madrid. O seu maior momento de emoção aconteceu no final da passagem de Xabi Alonso como treinador, após ser substituído no El Clásico.
"Vejam Dembélé e a forma como incentiva os colegas de equipa a partir do banco para continuarem a lutar. Noventa por cento dos jogadores que se consideram estrelas não fariam isso. Esses começam a fazer gestos impróprios em campo e depois sentam-se no banco a amuar", concluiu Kroos.
No balneário do PSG reina um bom ambiente, a equipa tem a possibilidade de conquistar a Liga dos Campeões pela segunda vez consecutiva, a 30 de maio, frente ao Arsenal. Já os merengues, que caminham para terminar a época sem qualquer troféu, enfrentam conflitos internos no balneário.
