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O PSG desloca-se a Munique para a segunda mão das meias-finais frente ao Bayern Munique na quarta-feira, defendendo uma vantagem de 5-4 conquistada num primeiro jogo incrível, considerado um dos melhores encontros da história da competição.
"Foi o melhor jogo em que tive o privilégio de participar enquanto treinador", afirmou Luis Enrique após esse duelo no Parque dos Príncipes.
Ainda assim, acredita que a sua equipa terá de marcar mais três golos no Allianz Arena para afastar os campeões alemães e garantir um lugar na final de 30 de maio em Budapeste.
No entanto, Luis Enrique e a sua equipa não precisam de recuar muito para encontrar inspiração – na última visita a Munique, o PSG goleou o Inter de Milão por 5-0 na final da época passada, conquistando a Liga dos Campeões pela primeira vez na sua história.
Talvez, depois de tudo o que já alcançou na carreira, Luis Enrique pudesse simplesmente ter saído após esse triunfo, com a missão cumprida. Mas a sua motivação manteve-se intacta esta temporada.
"Na época passada, atingimos o objetivo com que todos à nossa volta sonhavam. Mas queremos continuar a fazer história e isso agora significa vencer duas Ligas dos Campeões consecutivas", afirmou o espanhol na véspera desta campanha.
Já levou o PSG às meias-finais da Liga dos Campeões pela terceira vez em igual número de épocas desde que assumiu o comando em 2023.
Graças a ele, o PSG deixou para trás, de forma espetacular, a era de Kylian Mbappé, Lionel Messi, Neymar e das habituais desilusões europeias.
Para contextualizar a consistência do PSG sob o comando de Luis Enrique: antes da sua chegada, o clube tinha atingido as meias-finais da Liga dos Campeões apenas três vezes na sua história.
O seu sucesso parece residir nessa motivação e numa intensidade de personalidade que se reflete na forma como a equipa joga – energia elevada, pressão constante, velocidade assustadora.
"É a pessoa mais positiva que conheci na vida. Está sempre motivado e de bom humor. Todos aprendemos com ele e com a sua forma de ver as coisas", afirmou o presidente qatari do PSG, Nasser al-Khelaifi.
Intensidade
A sua equipa está também à beira de conquistar mais um título da Ligue 1 – embora a vantagem financeira face aos restantes clubes franceses torne esse feito menos impressionante.
Luis Enrique completa 56 anos na sexta-feira, mas essa intensidade também se nota na forma como vive o dia a dia.
É um homem que já participou em triatlos e correu várias maratonas – tendo uma vez terminado abaixo das três horas em Florença. Por vezes, é visto a caminhar descalço pelo centro de treinos e, em setembro, fraturou uma clavícula após cair da bicicleta.
Recuperou rapidamente dessa lesão e manteve-se totalmente focado no PSG. Tanto assim é que, apesar de ter jogado em três Mundiais e orientado a seleção espanhola no Qatar em 2022, aparentemente não demonstra qualquer interesse pelo torneio que se aproxima na América do Norte.
"Sou o treinador do PSG. Não me interessa mais nada. Não quero saber", respondeu recentemente a uma pergunta relacionada com o Mundial-2026.
O antigo médio do Real Madrid e do Barcelona ganhou verdadeiro destaque como treinador ao conduzir os catalães, com Messi, Neymar e Luis Suárez, à conquista do triplete – Liga dos Campeões, LaLiga e Taça do Rei – em 2015.
Esta época, a sua gestão do plantel tem sido notável, embora indiscutivelmente facilitada pela margem confortável do PSG na Ligue 1.
O capitão Marquinhos, por exemplo, foi titular mais vezes nas provas europeias do que na Ligue 1. O vencedor da Bola de Ouro, Ousmane Dembélé, alinhou apenas nove vezes na Ligue 1, tantas quanto na Liga dos Campeões.
Entretanto, o devastador Khvicha Kvaratskhelia tem sido, provavelmente, o melhor jogador desta edição da Liga dos Campeões.
Até agora, tem sido um triunfo da gestão, mas o maior teste aguarda em Munique, esta quarta-feira.
Se o PSG conseguir ultrapassar uma brilhante equipa do Bayern, Luis Enrique ficará a um passo de se tornar apenas o quinto treinador a conquistar três Taças dos Campeões Europeus ou Ligas dos Campeões, depois de Carlo Ancelotti, Bob Paisley, Zinedine Zidane e Pep Guardiola.
