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Pelo contrário, o Paris Saint-Germain (2-0 na receção ao Liverpool) e o Bayern Munique (2-1 no reduto do Real Madrid) fizeram jus ao favoritismo, tal como o Arsenal, que triunfou em Alvalade por 1-0, com um golo já nos descontos.
Em Nou Camp, o Atlético quebrou o previsto, ao vencer por 2-0, com golos do argentino Julián Álvarez, aos 45 minutos, de livre direto, e do suplente norueguês Alexander Sorloth, aos 70, ambos depois da expulsão, por vermelho direto, de Cubarsí, que condicionou o Barça desde os 44.
O conjunto comandado pelo alemão Hansi Flick, quase bicampeão espanhol, tem pela frente uma tarefa muito complicada, bastando recordar que, na última viagem ao Metropolitano, em fevereiro, foi goleado por 4-0 nas meias-finais da Taça do Rei.

A formação colchonera tem, assim, tudo do seu lado para somar a quarta presença nas meias na era Champions (desde 1992/93), repetindo 2013/14 e 2015/16, épocas em que perderia a final para o Real Madrid, e 2016/17, sempre com Diego Simeone ao comando.
Sem Cubarsí e, provavelmente, sem Raphinha, o Barça vai ter de se superar, e de contar com a melhor versão do miúdo maravilha Lamine Yamal, para replicar a presença nas meias da época passada e não somar, desde já, uma nova desilusão europeia – ganhou a última vez há 11 anos, em 2014/15, ainda com Lionel Messi.
O encontro de Madrid realiza-se na terça-feira, dia em que o Liverpool recebe o Paris Saint-Germain, numa réplica dos oitavos da época passada, mas com a grande diferença de os franceses chegarem a ganhar por 2-0 e não a perder por 1-0.
Em 2024/25, o conjunto de Luis Enrique acabou por dar a volta em Inglaterra, ao vencer por 1-0 e qualificar-se nos penáltis (4-1), o que agora não precisa, face aos tentos na primeira mão de Désiré Doué (11 minutos) e Khvicha Kvaratskhelia (65).

Os reds já conseguiram virar eliminatórias até mais complicadas, como aconteceu em 2018/19, nas meias, face ao FC Barcelona (4-0 em casa, após 0-3 fora), mas este atual Liverpool não parece capaz de superar os campeões em título.
Cada vez mais perto da qualidade com que encantou a Europa em 2024/25, o PSG, de Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos, parece estar um patamar acima dos ingleses e não parece crível que possa desbaratar a vantagem em Anfield.
Quanto aos jogos de quarta-feira, o Bayern Munique também já parece ter feito o mais difícil, que foi ir ao Bernabéu superar o Real Madrid, o que aconteceu com golos do colombiano ex-portista Luis Díaz (41) e do inevitável inglês Harry Kane (46).
O francês Kylian Mbappé, melhor marcador da prova, com 14 golos, contra 11 de Kane, ainda deu esperanças aos merengues, com um tento aos 74 minutos, mas, desta vez, não há o fator casa para a ‘remontada’, pois o jogo é no Allianz Arena.

Como rei da Champions, face às 15 orelhudas arrebatadas - as últimas em 2021/22 e 2023/24, já sem Cristiano Ronaldo -, e com os craques que tem, o Real pode sonhar, mas a realidade aponta claramente para a eliminação, dias após um 1-1 com o Girona que comprometeu LaLiga.
O Bayern é claro favorito a seguir para as meias, pela 14.ª vez desde 1992/93, tal como o Arsenal, que recebe no Emirates o bicampeão português em título Sporting, depois de uma trabalhada vitória em Alvalade por 1-0, selada nos descontos.
Um golo do suplente alemão Kai Havertz, aos 90+1 minutos, deu a vitória aos gunners, que ganharam 10 dos 11 jogos efetuados na Liga dos Campeões esta época.

O Sporting, que só tinha estado nos quartos de final da principal prova europeia de clubes em 1982/83, procura chegar pela primeira vez às meias-finais e acabar com uma seca lusa que dura desde 2003/04, quando o FC Porto foi campeão europeu.
Para já, o Arsenal está na frente para disputar as meias, que serão com o Atlético, ou o Barça, em 28 ou 29 de abril e 05 ou 06 de maio, sendo que, do outro lado, projeta-se um embate entre PSG e Bayern Munique, uma espécie de final antecipada – o jogo decisivo é em 30 de maio, em Budapeste.
