RB Leipzig 2-3 Manchester City
À procura da terceira vitória caseira consecutiva na Champions League pela primeira vez desde 2020, o RB Leipzig deu boa resposta num primeiro quarto de hora muito disputado. O dinâmico Antonio Nusa fletiu para dentro e viu um remate potente ser desviado para canto por Gianluigi Donnarumma, enquanto, na outra baliza, Rayan Cherki atirou ao lado do poste mais distante numa ocasião prometedora.

A equipa de Martín Demichelis continuou a criar perigo à medida que a primeira parte avançava, com Christoph Baumgartner a rematar em arco, ao lado, a cerca de 22 metros da baliza. Ainda assim, foi o City a chegar a uma vantagem fortuita aos 37 minutos, quando a bola rasteira de Nico O’Reilly para a área foi desviada de forma desajeitada para a própria baliza por Castello Lukeba.
Tendo vencido cada um dos seus últimos 10 jogos na Red Bull Arena, o Leipzig entrou muito forte no segundo tempo, com Baumgartner a ver um remate de longa distância ser defendido por Donnarumma. Apesar dessa defesa, o guarda-redes do City foi surpreendido apenas dois minutos depois, quando Ridle Baku encontrou um espaço no primeiro poste e disparou um remate brilhante que bateu o guardião italiano.
Sem se deixarem abater, os homens de Enzo Maresca restabeleceram a vantagem antes da marca da hora, com Enzo Fernández a marcar de cabeça após um cruzamento milimétrico de Iliman Ndiaye.
A toada de parada e resposta não deu sinais de abrandamento e o Leipzig voltou a empatar apenas três minutos depois, com o suplente Christopher Nkunku a isolar Nusa para uma finalização clínica dentro da área.
Determinado a reagir antes dos últimos 20 minutos, o City ameaçou o terceiro golo, com Maarten Vandevoordt a mostrar-se seguro ao travar um remate perigoso de Cherki. A pressão dos visitantes deu frutos pouco depois, quando uma excelente jogada de Elliot Anderson permitiu a Haaland uma finalização fácil ao segundo poste - o 13.º golo do norueguês contra o Leipzig em apenas nove partidas.
Cherki, Haaland e Jérémy Doku estiveram perto de alargar a vantagem, mas os comandados de Maresca seguraram o triunfo, somando a terceira vitória em quatro jogos no início da fase de liga. Quanto ao Leipzig, a equipa cai para o 30.º lugar da tabela, enquanto a série de derrotas contra equipas inglesas se prolonga por seis jogos.

Slavia Praga 1-2 Arsenal
Estas duas equipas voltaram a encontrar-se na capital checa exatamente um ano depois de os Gunners terem conquistado uma vitória por 0-3 na fase de liga da época passada e precisaram de apenas nove minutos para inaugurar o marcador por intermédio de Noni Madueke.

Viktor Gyökeres recebeu o passe longo de David Raya, que atravessou o relvado, e isolou o avançado inglês, que seguiu isolado para enfrentar Nazar Domchak e finalizou por entre as pernas do guarda-redes. Mikel Merino bisou neste confronto na época passada e esteve perto de repetir o feito logo no início, quando o seu remate de longa distância foi desviado por cima pela defesa de Domchak.
A equipa de Mikel Arteta parecia extremamente confortável perante um Slavia aparentemente focado apenas em limitar os danos. O inevitável segundo golo do Arsenal surgiu à passagem do minuto 38, quando Gyökeres tabelou com Merino e desferiu um remate fantástico que ainda tocou no poste antes de entrar.
A equipa da casa não conseguiu realizar qualquer remate à baliza numa primeira parte apática, mas testou Raya logo no primeiro minuto após o reatamento, quando o guarda-redes dos Gunners desviou um remate de Oskar Kubiak de fora da área. Os homens de Jindrich Trpisovsky jogavam com uma intensidade renovada e Emmanuel Ayaosi tentou a sua sorte com um remate que, após desviar em Ezri Konsa, saiu ao lado. A exibição do Slavia na segunda parte foi muito mais encorajadora, mas o Arsenal manteve-os afastados de forma consistente, com Gabriel a ser forçado a dois cortes de cabeça sobre a linha de golo em rápida sucessão, enquanto Raya anulou o cabeceamento de Kubiak.
No entanto, o Slavia foi recompensado pelo seu esforço ao reduzir a desvantagem aos 90 minutos, após Wiktor Nowak encostar para o golo na sequência de um cruzamento tentador de David Jurasek.
A equipa de Arteta acabou por cumprir o objetivo, mantendo-se invicta há 10 jogos fora de casa na Liga dos Campeões (7 vitórias, 3 empates), ao passo que continua sem conhecer o sabor da derrota frente a opositores checos após 12 encontros (10 vitórias, 2 empates). Entretanto, este resultado prolonga uma sequência para o Slavia, que não vence qualquer um dos seus últimos 19 jogos nas competições europeias (6 empates, 13 derrotas).

Lens 1-9 Como
Os anfitriões dispuseram da primeira oportunidade do jogo por intermédio de Florian Thauvin, que rematou contra o guarda-redes Jean Butez num lance bem estudado, mas a equipa visitante adiantou-se no marcador nos primeiros 10 minutos. Um pontapé de canto encontrou a cabeça de Maximo Perrone e, embora o seu cabeceamento parecesse estar a sair ao lado, Anastasios Douvikas apareceu no sítio certo para encostar para o fundo da baliza.

Seguiu-se um curto período de pressão do Lens, com Matthieu Udol a cabecear por cima e com o conjunto francês a ver os protestos por uma grande penalidade ignorados após Maxence Caqueret ter tocado na bola com a mão na área, mas o Como parecia perigoso sempre que atacava.
Robin Risser fez uma boa defesa a um remate rasteiro de Nico Paz, mas nada pôde fazer quando o Como duplicou a vantagem pouco depois da hora de jogo. Paz, que esteve em destaque durante todo o encontro, descobriu Alex Valle com um passe longo para a área, e o cabeceamento deste, cruzado para o interior da área, foi finalizado por Douvikas junto ao poste. O jogo ficou praticamente decidido antes do intervalo, com Paz a dar o toque final a um contra-ataque rápido, disparando contra Risser para o fundo das redes.
Apesar de estarem em total controlo, os jogadores do Como não deram sinais de abrandar após o recomeço, aumentando a vantagem logo aos dois minutos da segunda parte. Paz voltou a estar envolvido, ao fazer um passe a rasgar a defesa para Lucas Da Cunha finalizar de primeira e bater Risser. O guarda-redes do Lens foi obrigado a uma grande defesa para negar o bis a Da Cunha e o quinto golo à formação italiana, mas foi novamente batido pouco depois, desta vez por um cabeceamento de Marc-Oliver Kempf.
Era difícil não sentir compaixão por Risser, que foi forçado a buscar a bola ao fundo das redes pela terceira vez nos primeiros 11 minutos da segunda parte, quando Douvikas aproveitou mais um passe magistral de Paz para rematar para o canto da baliza. Parecia que o Como iria marcar em todos os ataques, e a equipa atingiu o sétimo céu pouco depois da hora de jogo, quando Mattia Liberali, que estava em campo há apenas alguns minutos, desviou ao primeiro poste após ter permissão para entrar na área sem ser incomodado.
Houve, pelo menos, um ligeiro alívio para o Lens quando Ruben Aguilar reduziu a desvantagem para seis golos com um remate de primeira soberbo. Contudo, foram novamente desmantelados no oitavo golo da noite, com o suplente Martin Baturina a bater Risser num duelo individual.
Finalmente, talvez porque as inúmeras substituições tenham afetado o ritmo do Como, ou por compaixão perante o adversário indefeso, a equipa de Cesc Fàbregas aliviou um pouco a pressão. Ainda assim, houve tempo para mais um golo nos descontos, com Matteo Papacccioli a bater Risser uma última vez. No final, esta noite ficará registada como uma das maiores da história do Como e é uma clara demonstração das suas intenções na competição. O Lens, por seu lado, terá de encontrar uma forma de recuperar desta humilhação, começando pelo jogo frente ao Olympique de Marselha, na Ligue 1, no próximo domingo.

Dortmund 2-1 Betis
Embora participe apenas na sua segunda campanha de sempre na principal prova europeia de clubes, o Real Betis entrou a todo o gás, vencendo cada um dos seus três primeiros jogos da fase de liga. Contudo, o impressionante registo do Dortmund em casa na Liga dos Campeões significava que chegar às quatro vitórias não seria uma tarefa simples e os alemães mostraram desde cedo intenções pelo corredor direito.

Julian Ryerson cruzou para a pequena área e Serhou Guirassy não conseguiu finalizar, antes de o mesmo jogador assistir Daniel Svensson a poucos metros da baliza, embora Álvaro Valles tenha feito uma defesa de reflexos impressionante para impedir que o remate do internacional sueco cruzasse a linha de golo.
Entre essas oportunidades, o Real Betis criou perigo através de um contra-ataque rápido, por Antony. No entanto, um fora de jogo na construção da jogada impediu a equipa de se adiantar no marcador e ambas as formações fizeram muito pouco para desfazer o nulo até ao intervalo, com uma desilusão adicional para os anfitriões quando o seu avançado, Guirassy, foi forçado a sair por lesão.
O ambiente no Westfalenstadion mudou subitamente momentos após o reatamento, com a equipa da casa a chegar ao golo inaugural, que tanto precisava. O remate de primeira de Jobe Bellingham, na sequência de um cruzamento rasteiro de Ryerson, foi desviado por Valles, mas Fábio Silva aproveitou a recarga e disparou para colocar a sua equipa em vantagem.
Não querendo ficar atrás, o Real Betis igualou a contenda 20 minutos depois, quando um erro permitiu a Abde cruzar da esquerda para Aitor Ruibal, que finalizou cruzado na sua estreia absoluta na Liga dos Campeões.
Valles ainda fez outra defesa importante logo a seguir, mas a sua equipa apenas conseguiu segurar o empate durante cinco minutos. Fábio Silva entregou a Konstantinos Karetsas, que passou a bola para o pé esquerdo e surpreendeu Valles com um remate rasteiro potente que entrou junto ao poste mais próximo, marcando o seu primeiro golo pelo Dortmund desde a sua chegada no verão.
O conjunto alemão segurou o resultado sem grandes sobressaltos, o que significa que perdeu apenas dois dos seus últimos 25 jogos em casa na Liga dos Campeões. O Real Betis, por seu lado, continua sem vencer equipas alemãs neste século, mas mantém-se numa posição privilegiada para chegar à fase a eliminar.

PSV 1-2 Club Brugge
Numa primeira parte que teve de tudo, foi a equipa da casa a chegar ao intervalo em vantagem, graças a momentos de inspiração em ambas as áreas. Antes e depois do golo inaugural, o guarda-redes do Brugge, Yann Sommer, assinou duas defesas importantes para negar o golo por duas vezes a Sergiño Dest, antes de o talismã da equipa visitante os colocar na frente. Um cruzamento traiçoeiro de Joaquin Seys pelo flanco direito permitiu a Nicolò Tresoldi desviar para o fundo das redes, marcando o seu quinto golo nesta campanha da Liga dos Campeõese o seu nono golo em seis partidas.

A equipa de Ivan Leko procurou alargar a vantagem, mas desperdiçou todas as oportunidades que criou antes e depois do intervalo. Carlos Forbs foi o protagonista de dois desses lances, sendo particularmente perdulário na sua primeira ocasião, ao rematar por cima quando se isolava perante a baliza, antes de o suplente utilizado na primeira parte, Felix Lemarechal, optar inexplicavelmente pelo passe quando dispunha de uma oportunidade soberana.
A falta de eficácia do Brugge acabaria por ter consequências, à medida que os adeptos e jogadores do PSV despertavam. A equipa neerlandesa surgiu revigorada e chegou rapidamente ao empate, através de um remate de Kodai Sano que, após um desvio, traiu Sommer e entrou na baliza. Com o ascendente do seu lado, o PSV lançou-se no ataque, obrigando Seys a cortar um cabeceamento de Ruben van Bommel em cima da linha de golo para manter a igualdade.
O ímpeto atacante do PSV acarretava riscos e a sua aposta foi impiedosamente castigada a 25 minutos do fim. Mais uma vez, Seys assumiu o papel de assistente ao colocar a bola em Forbs, que teve todo o meio-campo adversário à sua disposição para progredir, redimindo-se das falhas anteriores com uma finalização fria que garantiu a vitória para a sua equipa.












