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O Faraó, de 33 anos, viveu na semana passada um resumo da sua época, a última com a camisola vermelha: um frustrante jogo da primeira mão dos quartos de final, a partir do banco no Parque dos Príncipes (derrota por 0-2), seguido de uma titularidade emocionante frente ao Fulham (2-0), onde marcou um golo à sua maneira e celebrou com emoção junto ao Kop, a bancada mítica.
A digressão de despedida já começou desde o anúncio, no final de março, da sua saída no final da época, após nove anos recheados de conquistas, tanto coletivas como individuais.
Esta terça-feira, o extremo-direito terá de fazer magia com os seus companheiros para virar a eliminatória frente ao campeão europeu parisiense e manter-se vivo na Liga dos Campeões, que conquistou em 2019 sob o comando de Jürgen Klopp.
Com o novo treinador Arne Slot, a lua de mel durou um ano, numa temporada 2024/2025 brilhante para o avançado, autor de números impressionantes (29 golos, 18 assistências) a caminho do título na Premier League.
"Disse-lhe: 'ouça, enquanto me libertar das tarefas defensivas, eu darei tudo ofensivamente. Portanto, tente libertar-me o máximo possível e eu mostrarei os números. Estou feliz por o ter feito'", afirmou o avançado, mais realizado do que nunca, em abril de 2025, logo após a conquista do título.
Mas tudo mudou depois de um verão especialmente duro para Salah, que perdeu um dos seus amigos e colegas de equipa, o português Diogo Jota, num acidente de automóvel. A saída para o Real Madrid do seu parceiro do lado direito, Trent Alexander-Arnold, também pode explicar o seu rendimento em queda.
Irregularidade constante
O camisola 11 perdeu influência, perdeu velocidade e perdeu magia, primeiro, e depois perdeu o estatuto de intocável entre os titulares, uma despromoção que criticou publicamente em dezembro, considerando que o clube o tinha "atirado aos leões".
Esta reação forte valeu-lhe críticas de egoísmo.
"O Salah só pensa nele, apenas nele", é "uma das maiores drama queens que conheci", voltou a criticar Troy Deeney, antigo avançado inglês, num editorial publicado sexta-feira no tabloide The Sun.

Mas o público de Anfield manteve-se fiel ao seu grande amor, Salah, cujo nome ecoou em uníssono no sábado, nos primeiros minutos do jogo frente ao Fulham.
O egípcio retribuiu em campo, com o seu golo característico (um remate em arco de pé esquerdo, preciso e potente) e uma entrega total, argumentos mais do que suficientes para justificar a sua titularidade esta terça-feira frente ao Paris SG.
"Ele parece realmente em forma, criou imensas oportunidades para a equipa. Trabalhou também muito, recuperou muitas bolas", enumerou Jamie Redknapp, antigo médio do clube, na Sky Sports. "Vão esperar que ele repita isso a meio da semana frente ao PSG, porque continua a meter respeito".
No entanto, Salah apresenta-se muitas vezes irregular, alternando momentos de confusão com outros de brilho no mesmo jogo, como mostrou frente ao Galatasaray (4-0) nos oitavos de final, segunda mão, em Anfield.
Esta terça-feira, vai tentar voltar a entusiasmar os adeptos, procurando desorientar o PSG. Em suma, tudo aquilo que não conseguiu fazer na primeira mão.

