A investigação, instaurada em 18 de fevereiro, visa apurar os factos ocorridos no Estádio da Luz, onde o brasileiro Vinicius Júnior revelou ter sido alvo de alegados insultos por parte do futebolista argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, num caso que levou o arbitro a acionar o protocolo antirracismo.
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“O caso em questão encontra-se ainda em fase instrutória”, indicou, em resposta à Lusa, aquele organismo tutelado pelo Governo.
A Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) esclareceu que o processo corre termos de forma "independente" face às decisões das instâncias desportivas internacionais, no caso a UEFA, que decidiu em abril suspender o avançado do Benfica por seis jogos, três dos quais com pena suspensa, por “insultos homofóbicos”, deixando cair a acusação inicial de racismo.
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"O processo contraordenacional corre termos de forma independente ao processo disciplinar, não tendo a APCVD qualquer jurisdição sobre os procedimentos disciplinares, mas sobre os processos contraordenacionais pelo que não pode antever as eventuais consequências disciplinares", reiterou o organismo, explicando que os prazos e critérios de prova diferem das normas internas dos organizadores das competições.
A autoridade nacional sublinha que a instrução seguirá em função da prova recolhida sob o Regime Geral das Contraordenações e subsidiariamente pelo Código Penal.
A APCVD assegurou que a instrução seguirá em função da prova que está a ser recolhida, continuando aquela entidade a acompanhar "todos os desenvolvimentos significativos relativos ao processo”.
O incidente ocorreu a 17 de fevereiro, quando o brasileiro Vinícius Júnior, após marcar o golo da vitória na primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, acusou Gianluca Prestianni de lhe ter dirigido insultos racistas.
O árbitro francês François Letexier interrompeu o encontro e acionou o protocolo antirracismo, retomando a partida quase 10 minutos depois.
Na altura, Prestianni negou qualquer insulto racista, versão reiterada pelo Benfica, que lamentou a "campanha de difamação" contra o seu atleta.
O argentino, de 20 anos, já cumpriu um jogo de suspensão e terá agora de cumprir mais dois jogos de castigo, que podem ser aplicados ao serviço da seleção da Argentina no Mundial-2026, se o extremo for convocado pela seleção campeã do mundo.
Os incidentes no jogo com o Real Madrid fizeram com que o Benfica já tivesse sido condenado ao fecho parcial do estádio, uma punição com pena suspensa por um ano, além de uma multa de 40.000 euros, por comportamento dos adeptos.
