Acompanhe as incidências e o relato da partida
O que é preciso fazer em Inglaterra: "A equipa tem de ser igual ao que tem sido até aqui, independentemente do adversário e da competição que estamos a disputar. Não preciso de falar em fome, esta equipa demonstra todos os dias a ambição e prazer que têm de jogar entre eles. Temos de desfrutar do jogo, com a responsabilidade inerente, atrás de algo inédito para o clube, para nós enquanto equipa, mas estamos cientes das dificuldades. Vamos defrontar um grande Arsenal e temos de fazer o que ninguém fez na Liga dos Campeões: ganhar ao Arsenal. A confiança no caráter de cada jogador da nossa equipa é infinita".
O que sente Rui Borges nesta altura da época: "Sou frio no pensamento, estou calmo. A chama é a ambição e todos temos muita, por isso é que aqui estamos. Estamos nas oito melhores equipas, ninguém pensava que o Sporting estaria aqui, só nós é que acreditávamos. É fruto da qualidade da equipa. Amanhã vão estar duas grandes equipas em campo. É uma semana importante, estamos no final da época, é natural, os jogos são cada vez mais importantes, mas estamos inseridos em tudo. Isso identifica o que é o Sporting: estar em todas as competições e querer ganhá-las. Estamos aqui a lutar pelo campeonato, Taça e passagem às meias-finais da Liga dos Campeões. Isso define um grande Sporting e o que se passar amanhã não apaga a época desta equipa".
Relvado do Emirates: "Não sei, não o pisei. Estou preocupado com o que os jogadores dizem do relvado. Vai estar igual para as duas equipas. Não li (a declaração de Gyökeres). É uma declaração de um atleta do adversário".
Jogo com o Benfica: "Estamos a disputar uma passagem à meia-final, o jogo mais importante é amanhã e vamos disputá-lo com tudo, apenas a pensar neste jogo e a tentar ganhá-lo, que é o que nós queremos. O nosso foco é apenas o Arsenal".
Mensagem: "Se há semana em que não preciso de falar muito é esta. São grandes jogos e eles vão estar super motivados. Estão preocupados em saber qual é o 11 porque querem todos jogar. Eles sabem que representam um grande clube, sabem o que é a pressão de representar o Sporting. Por isso não preciso de os chamar para verem que temos jogos importantes. Eles sabem. Preciso só de os manter ligados à ideia da equipa, descansá-los para os ter frescos esta semana. Sabem o que vão disputar amanhã. Olho para os olhos dele e sinto a vontade de jogarem amanhã. O futebol dá uma oportunidade a quem acredita muito e se há equipa que acredita muito é esta".

Fresneda: "Tem sido um jogador importante, tem feito uma grande época mas por gestão física não se encontra a 100 por cento e optámos por deixá-lo em Lisboa. Não estava em plenas condições e o jogo exige toda a gente a 100 por cento".
Arsenal: "Estamos a falar de uma grande equipa, com grandes jogadores. É natural que não ganhe sempre, mas acho que isso até os motiva mais. Vai fazê-los estar super ligados, com uma exigência elevada para passar às meias-finais da Liga dos Campeões. Estamos a falar de um grande clube, com grandes jogadores. Não são dois jogos menos conseguidos que definem a grande equipa que é".
Baixas no Arsenal: "Não dificulta a nossa ideia. É uma equipa com três grandes jogadores para a mesma posição. Muda, claro, os jogadores têm características diferentes, mas não muda a nossa ideia de jogo. Pode mudar alguns comportamentos e temos de ter essa capacidade para os anular com o nosso coletivo. É uma grande equipa, com muitos jogadores de qualidade".
Crença: "Agarramo-nos uns aos outros e ao que nos trouxe até aqui, o trabalho. A vida deu-nos esta oportunidade e agarrámo-la. Se há equipa que acredita é esta. Se estamos aqui a disputar uma passagem à meia-final, em que vimos com um 0-1... Se tivéssemos perdido 0-3, a probabilidade seria 0,01. Sou positivo e é um bocado do que tem sido esta equipa. Amanhã é mais um desafio. Independentemente do que aconteça, vamos jogar contra uma grande equipa, que não perdeu. Nos últimos 20 jogos em casa, tem duas derrotas. Temos esperança e pode acontecer. Se não acontecer, não é isso que vai definir esta equipa".

Importância do jogo: "São todos os jogos importantes para mim. Estamos na competição com que toda a gente sonha. Marca a carreira de todos nós, marcará a história do Sporting, que é o que nós queremos. Este grupo merece esse reconhecimento, ao nível das lendas do Sporting. Temos de acreditar. O valor é subjetivo. O Mercedes anda a 200 km/h e o Peugeout também, mas o valor do Mercedes é o dobro. É conhecer os atalhos".
Bolas paradas: "É uma grande equipa nas bolas paradas, mas não faz golos há alguns jogos de bola parada. Criou esse rótulo, merece-o pela sua competência. Tem jogadores que, em 10, batem 10 na zona que o treinador pede e tem seis ou sete armários, fortes na bola parada e nos duelos. Isso torna-os muito fortes, mas tento valorizar os meus e também temos sido fortíssimos nas bolas paradas ofensivas e defensivas".
Jogo do Sporting relegado para segundo plano: "É problema deles. Nós estamos focados no Arsenal. Que nos deixem sossegados, não há problema. Estamos focados no que podemos fazer perante uma grande equipa. O City - Arsenal passa-nos ao lado. Também temos à frente um jogo de exigência grande. Sabemos as dificuldades que vamos ter pela frente, mas acredito que vamos dar uma boa resposta".

Vagiannidis ou Eduardo Quaresma na direita: "Somos como o Arsenal, temos três para direita também, falta o Blopa. O Edu (Quaresma) dá-nos coisas, não vou falar das características, pode funcionar em termos estratégicos. O Vagiannidis é um lateral ofensivo, o Edu é um lateral competente e o Blopa dá-nos velocidade e competitividade. São três jogadores em que o Sporting acredita muito".
Força do Sporting no contra-ataque: "Penso que o Sporting não é só forte no contra-ataque e o primeiro jogo demonstra bem isso. A divisão da posse de bola foi equilibrada, o Sporting gosta de ter bola, de mandar no jogo com bola. É isso que vamos tentar, mas também sabemos o que podemos fazer. Nestes jogos há momentos de ataque rápido e podemos ser mortíferos. Nestes jogos não há muitas oportunidades. Na primeira mão tivemos mais e saímos de lá com uma derrota. Temos de ser uma equipa bastante equilibrada em todos os momentos.
Sporting como Peugeot e o Arsenal como Mercedes: "Tem a ver com o valor do plantel. O valor do Arsenal é muito valor do que o do Sporting, só que nem sempre o melhor carro ganha ao outro. Depende dos caminhos. O Mercedes pode parar na bomba e nós não paramos, seguimos. Tem a ver com o valor de cada equipa em termos monetários, mas isso não define um vencedor. A equipa mais rigorosa vence a eliminatória. O jogo em Alvalade demonstra isso. Foi um jogo equilibrado, tivemos oportunidades, mas infelizmente não conseguimos ganhar. Que sejamos mais felizes amanhã".
