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O dia era de festa, mas isso não impediu os campeões nacionais de manterem a exigência: em vez de se apresentar aos sócios perante um adversário teoricamente inferior, os rivais desta noite eram nada menos que o vencedor da Liga Europa e possível adversário na Liga Europa, o Aston Villa.
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Com isso em mente, Farioli apresentou o onze base da temporada passada, com duas exceções: o guarda-redes Cláudio Ramos e o reforço mais sonante da temporada, André Silva, de regresso ao Dragão nove anos depois de sair para o AC Milan. Ainda antes do apito inicial, houve um susto com o suplente Rodrigo Mora a ser assistido pela equipa médica durante o aquecimento, com queixas no tornozelo.

Por seu lado, Unai Emery vê-se a braços com uma equipa muito desfalcada, devido às férias dos villans que participaram no Mundial-2026, mas também às várias saídas do plantel. O reforço João Gomes (ex-Wolverhampton) começou no banco, assim como o jovem português Rodrigo Fortes, enquanto as outras caras novas Johan Manzambi (ex-Friburgo) e Alejandro Garnacho (cedido pelo Chelsea) não foram opção.

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Os azuis e brancos apresentaram-se no clássico 4-3-3, embora, em fase defensiva, Alan Varela juntava-se aos defesas centrais para criar uma linha de cinco e os extremos fechavam muito por dentro. A alta intensidade e a pressão a todo-o-terreno mantiveram-se como princípios e nem foi preciso esperar muito para ver as redes a abanar. Logo aos cinco minutos, num longo lançamento lateral executado por Zaidu, o corte de um defesa foi parar à entrada da área, onde apareceu William Gomes a dominar com a coxa antes de rematar colocado com o pé esquerdo, sem hipóteses para Bizot.
O Estádio do Dragão celebrou o primeiro momento de festa na nova época e ainda não se tinha sentado quando ficou perto de festejar novamente: Pepê tirou um excelente cruzamento do lado esquerdo para Froholdt, em excelente posição, mas o nórdico falhou o cabeceamento e o lance perdeu-se.
Longe de querer ser apenas um adorno na festa, o Aston Villa chegou ao empate aos 12 minutos, num lance com culpa própria dos portistas: num lance aparentemente controlado, Zaidu queimou o colega Kiwior, cujo alívio foi intercetado à entrada da área por Lamare Bogarde e Luka Lynch encheu o pé para um remate indefensável que surpreendeu Cláudio Ramos e beijou a malha lateral.
A equipa de Farioli demorou a encontrar-se perante uns villans que se mantiveram fiéis aos princípios de Unai Emery, sem abdicar de sair a jogar apesar dos elementos secundários em campo - e ainda perderam Leon Bailey por lesão, aos 24'. Os dragões melhoraram a partir da meia hora, com dois remates de fora de área a animar as bancadas e recolheram aos balneários a vencer por 2-1: a bola parada voltou a fazer a diferença, aos 41', num livre lateral levantado para área, com o corte de um defesa a parar nos pés de Pepê que, de primeira, atirou enrolado e colocado.
Nota positiva nestes primeiros 45 minutos para o envolvimento de André Silva nas duas fases do jogo. O internacional português não teve nenhum momento de finalização, mas o seu índice de trabalho ajudou a equipa a pressionar, a explorar a profundidade e mostrou ainda boa capacidade de ligação com os colegas de ataque.

O FC Porto voltou para a segunda parte sem alterações nos intervenientes, mas mostrou o novo equipamento secundário aos sócios - camisola, calções e meias em azul-claro -, enquanto os londrinos apresentaram o reforço João Gomes. Os primeiros minutos não foram nada inspiradores devido ao encaixe tático e muitas paragens, mas ainda serviram para Froholdt continuar a acumular créditos com uma boa e insistente recuperação de bola.
Rodrigo Mora, Borja Sainz e Deniz Gul foram os primeiros a saltar do banco de suplentes, sem conseguir injetar criatividade numa altura aborrecida para quem assistia das bancadas. A cerca de 10 minutos do fim, o reforço Hwang In-beom foi lançado, assim como João Costa, Nehuén Pérez, Stephen Eustáquio e Francisco Moura. Pelo meio, Burrowes ficou perto de estragar a festa com um remate em arco que saiu perto do poste.
O sul-coreano ainda deixou os adeptos a salivar numa excelente jogada tricotada em que tentou servir Sainz em vez de tentar o golo, com o cabeceamento do espanhol a acabar nas mãos do guarda-redes. Nos últimos instantes, o guardião voltou a ter trabalho para travar o remate de Rodrigo Mora e In-beom voltou a deixar um pormenor de qualidade com um passe de calcanhar que quase isolava Deniz Gul.

Pepê, Bednarek e Kiwior cumpriram os 90 minutos, enquanto João Afonso, Prpic, Alberto Costa, Vasco Sousa, Duarte Cunha, Tiago Silva, Luís Gomes, Bernardo Lima e Oskar Pietuszewski não foram utilizados. No domingo de manhã, os dragões voltam a ter novo jogo de preparação com o São João de Ver, da Liga 3.
