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Momento da equipa: "Acho que estamos na energia certa. Honestamente, a nível físico e mental não podíamos estar num lugar melhor. O trabalho nos últimos dias tem sido positivo, mas sabemos o nível da equipa que vamos defrontar. Por um lado, temos respeito pelo adversário, mas vamos jogar as nossas cartas".
Já não há surpresas entre FC Porto e Nottingham? "Jogar aqui deu-nos uma boa ideia daquilo que será o ambiente. Pelo menos conhecemos o que nos espera. O impacto dos adeptos, do ambiente que vamos encontrar... O facto de termos feito já dois jogos dá-nos uma boa ideia das qualidades individuais dos jogadores e ajuda no trabalho que temos feito. Em relação ao cenário tático, acredito que ainda podem existir mudanças amanhã devido ao facto de, quando jogámos aqui a primeira vez, era o Sean Dyche que aqui estava. Entretanto, chegou o Vítor (Pereira), e amanhã esperamos algumas mudanças e temos de estar preparados. Há elementos que nos deixam confortáveis, mas há sempre a necessidade de estarmos totalmente preparados para alterações".
Titularidade na lateral direita: "A solução pode ser o Pablo (Rosario). Tem-nos ajudado em várias posições e também como lateral-direito. É uma das soluções mais lógicas. Mas claro que há outras possibilidades".

Moffi e Francisco Moura com os adeptos no fim do jogo com o Estoril: "Falou de um episódio que, honestamente, me deixou muito feliz. Primeiro, pelo facto de o Francisco (Moura) e o Terem (Moffi) serem dois rapazes que dão tudo o que têm. O Terem vinha de um jogo onde cometeu alguns erros, o Francisco viveu um período que não foi fácil. E é importante ter toda a gente a bordo nesta reta final. E o que me deixou ainda mais feliz foi a iniciativa de deixar os jogadores junto aos adeptos. E isso diz muito do ambiente onde estamos. Todas as pessoas que têm um papel essencial, por vezes, fazem-no de forma invisível. Como o Thiago (Silva) diz, é o trabalho de toda a gente. Isso não garante troféus, mas ajuda-nos a estar mais perto do sucesso. E isso diz muito da família portista. O espírito, o desejo e a participação de toda a gente que é próxima da equipa. É isto que precisamos nesta altura".
"Temos a intenção de lutar por tudo"
Exibição com Estoril foi determinante nesta fase decisiva? "Acho que uma boa exibição ajuda sempre a construir os níveis de confiança, mas desde o início da época temos essa exigência. Jogo após jogo... Competições diferentes, adversários diferentes, táticas diferentes... A capacidade que os jogadores têm de reajustar consoante o tipo de jogo que vão jogar é muito positiva. Mas acima de tudo está o espírito, a coesão, a fome, o desejo de entrar em campo e dar tudo. O jogo com o Famalicão não correu como queríamos, mas foi um ponto menos positivo numa época que tem sido muito positiva. Temos a intenção de lutar por tudo, porque estamos a trabalhar a um nível que nos permite ter essa ambição".
FC Porto não vence em Inglaterra há 24 anos: "Pode ser o caso... Mas aqui não queremos bater recordes, queremos escrever uma página importante na história do FC Porto. Queremos que os nossos adeptos fiquem felizes. O apoio que estamos a receber dos nossos adeptos não é normal. No último jogo, havia 2 mil pessoas junto ao autocarro, amanhã o estádio estará novamente cheio. Frente ao Famalicão, o estádio estava totalmente azul... Claro que isso é bom, mas a prioridade é disputar um grande jogo, fazer uma grande exibição e, se tivermos a oportunidade de seguir em frente, é por isso que jogamos".
"Temos abordagens individuais com todos os jogadores, não é segredo"
Bednarek foge à gestão física geral do plantel: "É um jogador que se habituou a estar com certas cargas e isso é um fator importante. Temos abordagens individuais com todos os jogadores. Não é segredo, mas acredito que ainda mais importante do que um jogador de futebol é ser-se um atleta, ter as condições para conseguir ter uma boa performance em campo. Acredito que esse é o aspeto mais importante para ter a atitude certa no relvado. Fisicamente e mentalmente, isto é muito exigente. Abordamos todos os jogos para ganhar, tentamos controlar todos os jogos, tentamos ser os protagonistas e ter muita bola. Estamos a jogar assim há 7 ou 8 meses e claro que isso nos força a tomar algumas decisões, dar algum descanso aos jogadores. E acho que até agora tem corrido bem. Vamos ver se nos mantemos assim ou se será preciso mudar alguma coisa".
Diferenças para jogo de outubro: "As duas coisas que podemos tirar do jogo de outubro é o facto de já termos jogado aqui e sabermos o que esperar do ambiente e também dos jogadores. A diferença entre o Sean Dyche e o Vítor Pereira... Estamos a falar de duas abordagens completamente diferentes, de dois estilos de futebol completamente diferentes. É impossível comparar. Desde a chegada do Vítor, a variabilidade do Nottingham é gigante. Olhando para os últimos dois jogos contra nós, jogaram com três centrais, com o Vítor fizeram-no com uma linha de quatro. A pressão também mudou... Há pouca informação, mas o jogo de amanhã será totalmente diferente daquele que aconteceu em outubro, bem como o da semana passada no Dragão."
Surpreendido com classificação do Nottingham? "Há muitas coisas que podem acontecer durante a temporada. O valor real da equipa do Nottingham, para mim, está mais próximo daquilo que fizeram na última época. Disputaram o top'5 até ao fim da época e reforçaram-se muito nos últimos dois mercados. Investiram muito em jogadores que muitas equipas tentaram contratar. E isto diz muito em relação ao adversário que vamos defrontar e às qualidades individuais. Claro que com tantas mudanças de treinador não é possível ganhar o ritmo, mas desde a chegada do Vítor que se vê um caminho claro. Resultados bons contra adversários muito fortes, fizeram-no contra o Aston Villa. E, naturalmente, isso tem de merecer a nossa atenção e, em simultâneo, deixar-nos confiantes. O jogo no Dragão provou que, quando estamos no nosso melhor, conseguimos competir contra uma equipa da Premier League".
