UD Leiria 0-3 Farense
A partida em Leiria começou sob chuva intensa e com polémica logo no primeiro minuto. Candeias caiu na grande área após um duelo, motivando a primeira intervenção do VAR da tarde. O árbitro Miguel Nogueira analisou as imagens, mas entendeu não existir motivo para grande penalidade, dando o primeiro sinal de um jogo que seria muito disputado fisicamente. Com o passar dos minutos, o Farense assumiu o controlo das operações.

Aos 10 minutos, Derick Poloni testou os reflexos de Bravim com um remate perigoso e, pouco depois, Candeias desperdiçou uma transição prometedora. A superioridade algarvia acabou por materializar-se aos 40 minutos: após nova consulta ao VAR, foi assinalado castigo máximo por falta de Marc Baró sobre Falcão. Na conversão, Poloni rematou com frieza para o centro da baliza e inaugurou o marcador.
A precisar de reagir para não perder o comboio da subida, os leirienses entraram transfigurados para a segunda parte após três substituições simultâneas. Juan Muñoz deu o primeiro aviso com um remate forte logo no reatamento e, aos 54 minutos, o estádio chegou a celebrar o empate. Contudo, o golo de Pablo Fernández foi invalidado por fora de jogo, mantendo a vantagem mínima dos visitantes.
O momento decisivo da partida surgiu à passagem da hora de jogo. Numa jogada coletiva de excelente recorte, Alex Pinto trabalhou bem no corredor direito e cruzou rasteiro para o coração da área. Leonardo Oliveira, com um esforço notável ao segundo poste, apareceu a encostar para o 0-2, silenciando os mais de seis mil adeptos presentes nas bancadas.
Apesar da desvantagem, os anfitriões não baixaram os braços e criaram uma série quase infindável de oportunidades que não souberam traduzir em golo, tanto por falta de pontaria, como por mérito de Brian Araújo. Em tempo de descontos, foram os leões de Faro a ameaçar o terceiro em dois pontapés de canto, que acabaria mesmo por aparecer no último lance da partida: Rofino colocou a mão na bola dentro de área e acabou expulso, com Anthony Carter a carimbar o 0-3 final.
Com este resultado, o Farense dá um salto na tabela e foge à zona de despromoção, ficando no 14.º lugar, com 39 pontos, a quatro da descida direta e a três do lugar de play-off de despromoção. Por seu lado, os leirienses desperdiçam a hipótese de subir à condição para o terceiro lugar, mantendo-se a um ponto de distância, e podem ver o Torreense aumentar a folga na segunda-feira.

Paços de Ferreira 1-2 Feirense
A entrada em cena do Paços de Ferreira foi pautada por uma enorme passividade defensiva, algo fatal para quem luta pela sobrevivência. O primeiro golo surgiu logo aos seis minutos, numa jogada de entendimento pela direita, onde Jojó teve espaço para cruzar com precisão para a cabeça de Desmond Nketia.

Sem tempo para respirar, os visitados viram Tiago Ribeiro assinar o momento do jogo aos 10 minutos. O médio percebeu a má colocação de Rafa Oliveira e, com um chapéu de aba larga perfeito, sentenciou o 0-2 que deixou as bancadas da Capital do Móvel em silêncio e apresentou a candidatura a golo do ano. Os fogaceiros foram bem superiores ao longo dos primeiros 20 minutos, mas os castores não demoraram a entrar em cena.
A resposta pacense chegou aos 26 minutos por David Costa. Num remate colocado junto ao poste esquerdo, após assistência de Lumungo e simulação de Miguel Falé, o médio reduziu para 1-2 e trouxe uma esperança renovada aos adeptos da casa. Contudo, o plano estratégico de Nuno Braga sofreu um revés pesado em cima do intervalo. O guarda-redes Rafa Oliveira saiu da área e travou a bola com o braço, acabando por ser expulso com vermelho direto após intervenção do VAR. A equipa ficou reduzida a dez e Marafona teve de entrar para o lugar de João Victor.
Já na segunda parte, e apesar da inferioridade numérica, o Paços de Ferreira transformou o jogo num duelo de parada e resposta. Nuno Cunha obrigou Francisco Meixedo a um voo espetacular aos 60 minutos, numa fase em que os castores acumulavam cantos para tentar o empate. O Feirense, por seu lado, explorou o adiantamento do adversário para criar calafrios. Marafona, lançado de emergência, acabou por ser a figura pacense na segunda metade com intervenções decisivas.
Nos instantes finais, a frustração dos visitados cresceu com os pedidos desesperados de grande penalidade aos 78 minutos, por alegada mão na bola de Samad, e o mesmo aconteceu na outra área, quando o árbitro assinalou penálti e reverteu a decisão após consulta no monitor. Até ao apito final, o Feirense segurou a vantagem para subir ao 6.º lugar, com 45 pontos, enquanto o Paços de Ferreira mantém-se no penúltimo posto, a um ponto da zona de salvação, a dois jogos do fim.

Portimonense 3-2 GD Chaves
O Chaves já não tem muito para disputar esta temporada e isso notou-se na forma como a equipa transmontana entrou descomplexada nesta longa deslocação a Portimão.

A formação flaviense criou os primeiros lances de perigo logo aos 5 minutos, com duas ocasiões de Roberto a serem anuladas pelo guarda-redes Maycon, que segurou o Portimonense até à primeira jogada de bola parada terminar no 0-1 para os algarvios, depois de um desvio infeliz de Ktatau (7') para a própria baliza.
O ritmo estava alto e o Chaves não demorou a reagir. Como tem sido norma nesta Liga 2, vinha aí mais um jogo com muitos golos, depois de David Kusso (11') rematar à meia-volta para o 1-1. Maycon ainda tocou na bola, mas desta vez não evitou o golo.
A formação nortenha manteve-se por cima do jogo e podia ter feito a reviravolta num cabeceamento de Tiago Simões (18') que bateu na trave, mas foi novamente o Portimonense a ser eficaz em novo lance de bola parada, desta feita por João Reis (21'), que aproveitou o desvio de Mateus Sarará para fazer o 2-1.
Tal como no arranque do encontro, o Chaves voltou a ter capacidade de resposta imediata e fez o 2-2 apenas quatro minutos mais tarde, quando Tiago Simões (25') fez as pazes com a baliza do Portimonense e empatou, de cabeça, na sequência de um cruzamento de Carraça. A segunda parte foi lançada com bases interessantes, depois de quatro golos e mais um par de ocasiões para cada parte antes do intervalo - Vozinha evitou o golo de Welinton Júnior com uma grande intervenção.
Na segunda parte, o ritmo já não foi o mesmo e o número de ocasiões diminuiu, o que não beneficiou o Chaves. Se a equipa transmontana tinha demonstrado precisar de várias oportunidades para bater Maycon, que ainda fez uma defesa decisiva perto do final a remate de Robyn Esajas, o Portimonense foi tão eficaz como havia sido no primeiro tempo.
Lançado na segunda parte, o jovem João Casimiro (90+4') arriscou num remate de fora da área e bateu Vozinha para tirar o Portimonense da zona de descida e pressionar Farense e Paços de Ferreira.

