Mark Allen, da Irlanda do Norte, parecia ter um pé na final quando liderava por 16-14 e somava uma entrada de 45 pontos no 31.º frame. Contudo, um erro numa vermelha para o buraco do meio abriu a porta a Wu, que respondeu com uma entrada de 67 pontos sob pressão, reduzindo a diferença para 15-16.
O equilíbrio manteve-se no frame seguinte. Após um re-rack (reinício do parcial), Wu conseguiu uma fantástica tacada de longa distância que serviu de base para uma entrada de 52, mas acabou por falhar uma vermelha com o suporte. Allen não conseguiu aproveitar a oportunidade e o jogo entrou numa fase de erros invulgares para ambos os jogadores, fruto da tensão acumulada.
O momento mais dramático surgiu quando Allen, após marcar uma rosa difícil de longa distância, tinha o jogo - e a final - à mercê. Numa posição ideal, o norte-irlandês falhou a preta decisiva no ponto, deixando o pavilhão em choque. Wu não perdoou, marcou a preta e levou a decisão para o frame decisivo (16-16).
Nervos de aço no frame 33
No momento das decisões, Allen voltou a entrar melhor com uma sequência de 47 pontos, mas perdeu a posição após abrir o conjunto de vermelhas. Seguiu-se uma troca de segurança tática até que Allen deixou uma vermelha complicada disponível. Wu Yize, o mais jovem dos semifinalistas, demonstrou uma maturidade acima da média: cortou a bola para o canto inferior e limpou a mesa para garantir a sua primeira final mundial.
Com este triunfo, Wu mantém viva a possibilidade de suceder ao compatriota Zhao Xintong (campeão em 2025) como o segundo vencedor chinês da história no Crucible. Já para Mark Allen, o sonho de completar a prestigiada Triple Crown (Tripla Coroa) terá de esperar, continuando a faltar-lhe o título mundial no currículo.
