"Um grupo formado desde a pré-época. Fomos sempre capazes de ultrapassar os momentos menos bons, o que não é fácil", referiu Guzzo, à margem de uma receção na Câmara Municipal do Funchal, que serviu para homenagear a equipa madeirense pelo regresso à elite do futebol nacional.
Já com experiência na Liga, ao serviço de Tondela, Desportivo de Chaves e Vizela, Guzzo destacou a regularidade do Marítimo, líder isolado da Liga 2 desde a 15.ª, jornada, o que prova o mérito da equipa, dado o equilíbrio que existe no segundo escalão.
"A Liga 2 é tão competitiva, que podemos ter bons talentos e bons jogadores, mas, se não tivermos capacidade humana dentro do balneário, é tudo mais difícil", explicou o médio, que soma dois golos e três assistências na temporada.
Com a subida e o título de campeão da Liga 2 assegurados, o conjunto madeirense encerra a prova na sexta-feira, com a receção ao Desportivo de Chaves, em jogo da 34.ª e última jornada, com início marcado para as 19:00, no Estádio do Marítimo, no Funchal.
"Queremos acabar da melhor maneira, até porque esta época foi tão boa. Temos feito uma boa semana. Obviamente que já festejamos bastante, mas estamos preparados", referiu o futebolista, natural de São Paulo, no Brasil.
Por sua vez, o espanhol Martin Tejón, outros dos obreiros da subida, contabilizando cinco golos e cinco assistências no campeonato, notou que foi um ano de "muito trabalho", sublinhando que "não foi fácil" para a equipa juntar o título de campeão à subida de divisão.
"Visto de fora, parece que é fácil, mas só trabalhando diariamente e com a força dos nossos adeptos é que conseguimos (consumar o objetivo)", notou o médio ofensivo, também a cumprir a época de estreia nos verde-rubros.
Com contrato por mais um ano, até junho de 2027, Tejón, de 22 anos, sente-se bem na Madeira e "apenas focado" em representar o Marítimo, clube que o recebeu muito bem.
"Senti, desde o primeiro dia, que este grupo era uma família, dentro e fora do campo", vincou.
A formação verde-rubra, que tinha descido ao segundo escalão ao ficar em 16.º na Liga 2022/23, assegurou o regresso à elite do futebol nacional, juntando a subida ao título de campeão, que ficou consumado após a vitória na receção ao Leixões (3-2), na 32.ª e antepenúltima jornada da Liga 2.
À entrada para a última ronda, o emblema insular, líder isolado, soma 66 pontos, mais oito que o Académico de Viseu (segundo, em lugar de subida direta) e mais 10 que o Torreense (terceiro, em posição de play-off), duas equipas que ainda lutam pela subida à Liga.
Na sexta-feira, o Marítimo recebe o Desportivo de Chaves, 11.°, classificado, com 42 pontos, em jogo da 34.ª e última jornada, a partir das 19:00, no Estádio do Marítimo, no Funchal.
