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"Houve uma persistência e um trabalho consistente desta direção, contra um conjunto de vozes descrentes, que deu o seu resultado" referiu o governante, durante uma cerimónia de homenagem que teve lugar na sede do Governo Regional da Madeira, na Quinta Vigia, no Funchal.
Após três temporadas na Liga 2, o Marítimo assegurou o regresso ao primeiro escalão, "de onde nunca deveria ter saído", sendo que, para Albuquerque, o importante agora é o clube "consolidar este projeto" na Liga.
O líder do executivo regional, de 65 anos, destacou a também importância do Plano Regional de Apoio ao Desporto (PRAD) para as equipas madeirenses que participam nos campeonatos profissionais, por tratar-se de uma "boa lei" que vai permitir ao Marítimo encaixar 2.566 milhões de euros (ME) na próxima temporada, que marca o regresso ao convívio entre os grandes.
Miguel Albuquerque sublinhou que esta é uma lei "muito bem elaborada", no sentido de conferir "previsibilidade e segurança" aos clubes locais, que, desta forma, têm condições para participar de forma digna nas competições.

Caso o Nacional consiga a permanência, a Madeira estará representada por duas equipas na edição 2026/27 da Liga, algo que permitirá projetar a "Região no quadro do futebol nacional", além de reforçar a ligação com os madeirenses que vivem no estrangeiro e acompanham os seus clubes à distância, em países como a Venezuela e a África do Sul.
Também presente na cerimónia, o presidente do Marítimo, Carlos André Gomes, afirmou que o sucesso na temporada deveu-se ao "mérito de uma estrutura fantástica", acompanhada de um elevado "rigor na gestão", tecendo ainda elogios à "capacidade de lutar" demonstrada pela equipa profissional de futebol, mesmo nos momentos mais difíceis.
O dirigente, de 55 anos, frisou que a "questão dos apoios financeiros" atribuídos pelo Governo Regional são sempre importantes para a subsistência do emblema insular, que, ainda assim, não deve estar "constantemente dependente" dos subsídios governamentais, acrescentando que o clube está a desenvolver um "projeto comercial" para aumentar as suas receitas.
Relativamente à continuidade do técnico Miguel Moita, cujo contrato termina no final desta época, mas que prevê uma cláusula de opção por mais uma temporada, André Gomes remeteu uma decisão para após o término da Liga 2.
"Quando acabar o campeonato, vamos sentar com o treinador e com os jogadores que acabam contrato para decidir aquilo que será feito. Nesse momento, iremos passar a informação que for necessária passar", notou.
A formação verde-rubra, que tinha descido ao segundo escalão ao ficar em 16.º na Liga 2022/23, assegurou o regresso à elite do futebol nacional, juntando a subida ao título de campeão, que ficou consumado após a vitória na receção ao Leixões (3-2), na 32.ª e antepenúltima jornada da Liga 2.
À entrada para a última ronda, o emblema insular, líder isolado, soma 66 pontos, mais oito que o Académico de Viseu (segundo, em lugar de subida direta) e mais 10 que o Torreense (terceiro, em posição de play-off), duas equipas que ainda lutam pela subida à Liga.
Na sexta-feira, o Marítimo recebe o Chaves, 11.°, classificado, com 42 pontos, em jogo da 34.ª e última jornada, a partir das 19:00, no Estádio do Marítimo, n
