O Académico de Viseu encontra-se em Cádiz, no Sul de Espanha, onde cumpre o estágio de pré-temporada, tendo em vista o regresso ao principal escalão do futebol português.
"O balanço só pode ser positivo. A análise que eu tinha feito à distância confirma-se agora: este é um grupo de homens com uma vontade tremenda. A subida de divisão demonstrou o caráter que eles tiveram durante o ano. Após duas semanas de trabalho, estou mais do que satisfeito com o que encontrei e com a atitude deste grupo", assumiu o líder dos Viriatos.
"Queremos propor uma ideia de jogo positiva, competitiva, com bola, e agressiva sem ela. Isso leva tempo a assimilar. Ainda estamos aquém do ideal, o que é normal nesta altura da época, mas a evolução nestes 15 dias dá-me confiança de que faremos uma época tranquila, garantindo a manutenção sem deixar de olhar para cima", revelou.
O encontro inaugural da nova temporada será com o Benfica, no Estádio da Luz, palco que foi recentemente interdito.
"Obviamente tira uma certa magia ao espetáculo. Quase a totalidade dos nossos jogadores vai estrear-se num palco como o Estádio da Luz, pelo que a ausência de público corta um pouco do ambiente. Por outro lado, poderá ser uma ligeira vantagem para nós. Não haverá aquele 12.º segundo jogador para transformar a Luz num inferno e puxar contra nós. Tira emoção, mas equilibra as forças", considerou.
Um olhar para o mercado
Até ao momento, o Académico anunciou dois reforços - Marcos Lavín e Cristian Ferreira -, mas continua atento às oportunidades que possam surgir para reforçar o plantel.
"Temos um grupo de trabalho interessante, vindo maioritariamente da Liga 2. Nada está fechado. Se a administração e a equipa técnica entenderem que há oportunidades no mercado que tragam mais-valias e que encaixem nas condições financeiras do clube, esses jogadores poderão chegar. Vai depender do que o mercado oferecer", garantiu.
Ainda nesse âmbito, André Clóvis, goleador da equipa nas últimas quatro temporadas, é um dos alvos mais desejados e a sua continuidade em Viseu ainda não é uma certeza.
"O Clóvis é um jogador fantástico, com um acerto tremendo de cabeça e com os dois pés, além de um grande sentido de oportunidade. Mas dou-vos o exemplo de quando estava no Estoril: perdemos vários titulares influentes logo ao início e conseguimos sobreviver. Se tivermos a infelicidade de o perder, a administração já provou ser competente e tenho a certeza de que teremos alternativas preparadas para colmatar a ausência", disse.
