Champanhe na Invicta: Benfica vence dérbi com o Sporting e lança FC Porto para o título

Atualizado
Schjelderup adiantou o Benfica no marcador após penálti por mão de Morita
Schjelderup adiantou o Benfica no marcador após penálti por mão de MoritaREUTERS/Pedro Nunes, Opta by Stats Perform

O Sporting perdeu (1-2) o Dérbi Eterno com o Benfica e deixou o FC Porto a um pequeno passo do título, ao fim da 30.ª jornada da Liga Portugal. Suárez (19') falhou um penálti, ao contrário de Schjelderup (27 g.p.), que colocou as águias na frente do marcador. Morita (64') ainda empatou a partida, mas foi depois de Rafael Nel (90+1') celebrar a reviravolta anulada por fora de jogo que Rafa (90+3') deu o golpe final no leão e relançou a luta pelo segundo lugar.

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O dérbi começou 15 minutos atrasado, depois de um acidente obrigar o Benfica a mudar a rota para viajar até Alvalade. Tempo suficiente para acabar de assistir ao Manchester City - Arsenal, com Gyökeres a sair do banco perto do fim. O sueco seria lembrado minutos depois de começar a partida pelos adeptos do Sporting, neste jogo decisivo para as contas do campeonato onde todos os pormenores fazem a diferença e 11 metros podem definir a distância para os objetivos de cada equipa.

Notas dos jogadores
Notas dos jogadoresFlashscore

11 metros de distância

A obrigação de vencer de parte a parte levou as duas equipas a entrarem forte na partida. Ivanovic, surpresa no onze do Benfica no lugar de Pavlidis, mostrou-o com a pressão a Inácio e Diomande, mas o Sporting, no primeiro lance de ataque, deu um sinal bem mais claro. Geny (5'), que já tem história no Dérbi Eterno, viu Trubin desviar um remate para a trave de forma pouco ortodoxa, evitando o 1-0 com muita sorte à mistura.

Se o guarda-redes ucraniano parecia intranquilo nos minutos iniciais, o oposto aconteceu com Rui Silva, que evitou o golo de Otamendi (8') na resposta após pontapé de canto, mas a sorte dos dois guardiões mudou instantes mais tarde.

O Sporting assumiu o jogo nos minutos iniciais, com Geny a desequilibrar pela esquerda e Trincão a aparecer pelo meio. Numa dessas combinações, com uma situação de Hjulmand pelo meio, Trincão caiu na área após falta de Aursnes e João Pinheiro recorreu às imagens para assinalar penálti. Suárez (19') esteve a 11 metros de colocar o Sporting na frente do dérbi, mas Trubin, que instantes antes tinha saído em falso após um canto, aproveitou o remate denunciado do colombiano para começar a ganhar estatuto de herói depois de um arranque em falso.

O lance definiu quase toda a história da primeira parte, isto porque o Schjelderup (27') fez o que o melhor marcador da Liga não conseguiu fazer e converteu uma grande penalidade por mão de Morita na resposta do Benfica à ocasião leonina.

Depois dessa meia hora de oportunidades e alguns protestos de ambos os bancos, embora com boas decisões de João Pinheiro, os 15 minutos seguintes foram diferentes. O árbitro, que até então estava a deixar jogar, começou a assinalar toques com maior frequência, o ritmo do jogo quebrou e o Sporting não mostrou capacidade para quebrar a organização defensiva do Benfica, num 4x4x2 com Barreiro a ajudar Ivanovic na pressão e Aursnes a controlar o meio-campo.

Posicionamento médio das duas equipas ao intervalo
Posicionamento médio das duas equipas ao intervaloOpta by Stats Perform

Pote, novamente sem inspiração, não conseguiu carregar os leões para a área de Trubin e a forma como o Benfica passou a bloquear o flanco de Geny, sem apoio de Eduardo Quaresma à direita, bloqueou um dos planos de Rui Borges. Maxi e Trincão ainda tentaram encontrar soluções em combinação, mas a primeira parte ficou definida em duas partes da história - os penáltis em cada uma das áreas e a estratégia sem bola da equipa de José Mourinho, para a qual Rui Borges e os seus jogadores teriam de encontrar solução em 45 minutos, sob pena de verem o título escapar antes do tempo e o 2.º lugar em risco.

Estatísticas ao intervalo
Estatísticas ao intervaloOpta by Stats Perform

Banco enriquecido deixou Benfica a sonhar com os milhões

A sorte dos leões podia até ter mudado logo nos minutos iniciais da segunda parte, mas o ferro voltou a ser inimigo da equipa da casa. Pedro Gonçalves (50'), num remate colocado, atirou fora do alcance de Trubin, mas acertou no poste direito da baliza do Benfica.

Do lado dos encarnados, o mérito esteve na forma com a equipa de José Mourinho respondeu a cada oportunidade com outra igualmente perigosa, com Schjelderup a assumir essa despesa na segunda parte com dois remates perigosos, um deles para uma grande defesa de Rui Silva (52').

Rui Borges foi procurando agitar a equipa em termos ofensivos, dando mais qualidade com bola com a entrada de Debast e profundidade por Vagiannidis, mas, tal como aconteceu na eliminatória contra o Arsenal, a falta de opções ofensivas começou a ser evidente e a limitar uma equipa cada vez mais desgastada e que estava a ser fácil de anular por parte do Benfica, até que o Sporting fez algo diferente - um raro cruzamento de Debast encontrou Morita (72') à entrada da pequena área e o internacional japonês estreou-se a marcar na Liga no momento certo, com um golpe de cabeça que obrigou Mourinho a responder ao 1-1.

Quando o Special One foi ao banco, foi clara a diferença nas armas ofensivas: Pavlidis, Rafa e Lukebakio foram a jogo e o belga construiu sozinho a jogada do 1-2, mas Leandro Barreiro (82'), qual Bryan Ruiz, rematou por cima, de baliza aberta.

Depois desse lance, o Sporting ameaçou a reviravolta duas vezes, num remate de Bragança (90') e depois num golo anulado por fora de jogo de Rafael Nel (90+1'), mas foi mesmo o Benfica a celebrar, ainda que o autor do golo não o tenha feito. Rafa (90+3') fez o 1-2 após assistência de Barreiro, num golo que será festejado no Estádio do Dragão, caso o FC Porto vença o Tondela, e que deixa a luta pelo 2.º lugar animada até ao fim.

Homem do jogo Flashscore: Aursnes (Benfica)

Estatísticas do encontro
Estatísticas do encontroOpta by Stats Perform

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