Zhao brilha ao vencer quatro frames consecutivos
Zhao garantiu a passagem graças a um momento decisivo logo no início da sessão noturna, mesmo que a sua exibição global tenha ficado aquém do habitual.
O encontro recomeçou com um padrão já conhecido, sem que nenhum dos jogadores conseguisse impor domínio de forma consistente. Highfield, persistente e atento às oportunidades, igualou depois de limpar as bolas de cor e ainda criou hipótese de passar para a frente, mas falhou um amarelo simples com 55 pontos. Zhao respondeu com uma clearence de 44 para recuperar a liderança — um momento que se revelou crucial.
A partir daí, o campeão em título encontrou o seu ritmo. Breaks de 68 e 128 levaram-no para o intervalo a vencer por 8-5, e quando Highfield voltou a vacilar no 14.º frame, deixando-se em snooker na bola verde após encaçapar o amarelo, Zhao aproveitou o erro para somar o quarto frame consecutivo e ficar a um da vitória.
Highfield ainda reagiu com mérito, conseguindo um excelente break de 101 e acrescentando mais 53 para reduzir a desvantagem para 9-7. Mas Zhao dissipou qualquer esperança remanescente de forma categórica, abrindo o 17.º frame com uma longa vermelha de grande qualidade e fechando com um break clínico de 112, o seu terceiro century do encontro.
No final, Zhao reconheceu o peso das expectativas que o acompanharam neste torneio. “Toda a gente falava de mim antes. Foi um tipo de pressão completamente diferente", afirmou.
“Normalmente, só quero vencer o encontro, mas desta vez tratava-se de jogar no Crucible Theatre como campeão mundial em título. Mas isso até me ajudou, porque agora sei que consigo fazer um bom break sob pressão".
A exibição pode não ter convencido do princípio ao fim, mas o resultado foi claro — e Zhao segue agora em frente, podendo defrontar Ding Junhui na próxima ronda, caso o seu compatriota ultrapasse David Gilbert.
Hawkins assume o controlo após o intervalo
Se o triunfo de Zhao foi garantido num ápice, o duelo entre Hawkins e Stevens desenrolou-se de forma mais gradual — e, durante largos períodos, de forma desordenada.
Os primeiros momentos ficaram marcados pela falta de fluidez de ambos, com erros de posicionamento a travar sucessivas visitas promissoras. Stevens entrou melhor, roubando o frame inaugural da noite com uma clearance de 61 depois de Hawkins ter falhado com 57, e continuou a ter mais tempo de mesa, sem nunca transformar essa vantagem numa liderança significativa.
Com 2-2, o encontro mantinha-se equilibrado, mas a mudança após o intervalo foi determinante. Hawkins melhorou o seu jogo de safety e começou a impor-se, enquanto a precisão de Stevens desapareceu nos momentos decisivos.
Um break de 99, o mais alto do encontro, evidenciou a melhoria de Hawkins, mas foi a sua crescente autoridade nas trocas táticas que fez a diferença. À medida que a resistência de Stevens se esgotava, Hawkins aproveitou sem piedade, somando seis frames consecutivos e transformando um duelo equilibrado numa vantagem expressiva.
Com 7-2, o encontro parece agora firmemente controlado por Hawkins à entrada para a reta final, restando a Stevens a necessidade de uma reviravolta dramática para continuar no torneio.
