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Os 35 milhões de euros colocados em cima da mesa pelo Newcastle convenceram o Benfica a deixar sair o internacional bósnio apenas um ano depois da sua contratação ao Red Bull Salzburgo.
Se, no plano financeiro, a valorização de 25 milhões de euros em apenas uma temporada é difícil de contestar, no plano desportivo a saída deixa dúvidas.
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Os problemas de Bah
O plano é claro: Bah parte como titular para Marco Silva e Daniel Banjaqui, campeão do mundo de sub-17 por Portugal, sobe na hierarquia como alternativa direta ao internacional dinamarquês.

No entanto, no futebol, a teoria nem sempre prevalece e os últimos anos devem servir de aviso para os responsáveis encarnados.
As sucessivas lesões de Bah já obrigaram Tomás Araújo e Fredrik Aursnes a serem adaptados à lateral direita, um cenário que Marco Silva pretende evitar em 2026/27, sobretudo porque o eixo da defesa apresenta, nesta fase, várias carências.

Desde que chegou ao Benfica, em 2022/23, Bah assumiu-se como titular da lateral direita, mas os problemas físicos impediram-no de se tornar uma presença verdadeiramente constante na equipa.
Na época passada, o internacional dinamarquês participou em apenas nove jogos, depois da grave lesão no joelho sofrida na temporada anterior frente ao Casa Pia, precisamente o adversário que o Benfica defronta esta segunda-feira.

Ao todo, Bah soma 116 jogos de águia ao peito. O número é significativo, mas podia ser bastante superior. Desde a chegada à Luz, o antigo defesa do Sparta de Praga já esteve 563 dias afastado da competição devido a lesão.
Apesar do bom rendimento sempre que está disponível e de ter começado bem esta temporada, persistem dúvidas sobre a capacidade do dinamarquês para manter a condição física ao longo de toda a época 2026/27, até porque Dedic não era uma alternativa a Bah, mas um concorrente capaz de oferecer coisas diferentes à equipa de Marco Silva.
Enquanto o antigo jogador do Red Bull Salzburgo era uma opção mais agressiva com bola, procurando mais vezes ganhar metros através da condução e do drible, Bah é um lateral que procura atacar o espaço em profundidade e participar no jogo através de movimentos sem bola.

A saída de Dedic pode, por isso, gerar um problema que o Benfica não tinha quando começou a pré-temporada.
Promessa de futuro aponta ao presente
Esta questão deve, no entanto, ser resolvida com o envolvimento mais consistente de Daniel Banjaqui na equipa principal. O lateral-direito, de apenas 18 anos, estreou-se pela equipa principal em 2025/26, mas foi utilizado em apenas três partidas e perdeu espaço com o regresso de Bah.
A venda de Dedic abre-lhe agora caminho para assumir um papel mais relevante, embora ainda não tenha sido opção de Marco Silva desde a chegada do treinador, tendo alinhado na estreia da equipa B na Liga 2.
Tudo indica que a gestão física de Bah permitirá ao jovem formado no Benfica Campus somar mais minutos na equipa principal e crescer sem a pressão de assumir imediatamente a titularidade num clube da dimensão do Benfica.
Ainda assim, uma nova paragem do internacional dinamarquês voltaria a colocar Marco Silva perante um dilema: estará Banjaqui preparado para assumir a responsabilidade ou Aursnes terá de ser novamente adaptado à lateral direita? Uma pergunta que dificilmente seria feita caso Dedic não fosse para o Newcastle.

