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Os primeiros 25 minutos no Estádio Municipal de Rio Maior foram pautados pelo equilíbrio a meio-campo, com ambas as equipas a revelarem muitas dificuldades para construir lances de verdadeiro perigo. Obrigado a pontuar para fugir ao lugar de play-off de despromoção, o Casa Pia tentou assumir o controlo inicial, mas foi o Rio Ave quem assustou primeiro, aos 09 minutos, num disparo de Andreas Ntoi travado por Sequeira.

Pelo meio, os gansos iam olhando de soslaio para os outros relvados: o golo do Estrela da Amadora em Braga deixou a equipa momentaneamente a dois pontos da salvação, mas as notícias vindas de Arouca — que se adiantou frente ao Tondela — trouxeram algum conforto à formação casapiana.
À passagem da meia hora, e após um susto com um choque de cabeças entre João Tomé e Livramento, o jogo subiu de intensidade. Depois de Sebastián Pérez ter ameaçado de meia-distância, o Casa Pia inaugurou mesmo o marcador aos 35 minutos: Dailon Livramento assistiu e Gaizka Larrazabal apareceu de forma assertiva ao segundo poste para desviar para o fundo das redes, fazendo o 1-0 e lançando a festa nas bancadas.
O golo libertou as duas equipas e abriu por completo a partida até ao descanso. O Rio Ave reagiu de imediato por Diogo Bezerra e viu Jalen Blesa desperdiçar uma perdida incrível na área, ao atirar ao lado. Na resposta, o Casa Pia dispôs de uma soberana oportunidade para dilatar a vantagem, mas Gouw travou o desvio subtil de Larrazabal e João Marques, na recarga, rematou para fora. Com este triunfo parcial e a conjugação dos restantes resultados oficiais ao intervalo, os gansos recolheram aos balneários virtualmente salvos.

Mas a história mudou na segunda parte. Aos 52 minutos, uma péssima saída de Patrick Sequeira de entre os postes terminou com o guarda-redes no chão e a bola nos pés de Jalen Blesa, que só teve de visar a baliza deserta para fazer o empate e dar um tiro nas aspirações dos gansos. Apesar do murro no estômago, o Casa Pia reagiu bem e até marcou, mas o lance foi anulado por falta de de Kevin Prieto. Álvaro Pacheco não teve tempo a perder e lançou Jérémy Livolant e Rafael Brito para o ataque final à permanência.
Os golos nos jogos do Tondela e Nacional geravam desconfiança nas bancadas à medida que João Marques e Larrazabal tentavam empurrar a formação da casa, que já não conseguia incomodar Van der Gouw. O passar dos minutos fez aumentar o nível de pressão e a falta de discernimento era cada vez mais evidente. Por outro lado, houve um certo alívio quando Arouca ficou a vencer o Tondela por 3-1, o que significaria que, mesmo em caso de derrota, o Casa Pia iria para lugar de play-off.
As bancadas transformaram-se então num autêntico vulcão de emoções, com os adeptos a empurrarem a equipa para o ataque à medida que chegavam as boas notícias do Minho. Em cima do minuto 90, o anúncio do golo do SC Braga frente ao Estrela da Amadora (2-1) — resultado que na altura garantia a manutenção direta — trouxe alguma tranquilidade. Foi precisamente nessa altura que Kevin Osundina teve nos pés o golo da permanência: o avançado apareceu completamente isolado em direção à baliza, mas, na cara do golo, disparou de forma descontrolada para a bancada, desperdiçando um lance que viria a custar muito caro.
Quando o apito final em Rio Maior já se preparava para dar início à festa da salvação, o destino da temporada sofreu uma reviravolta cruel. Já no período de compensação do outro encontro, aos 90+7 minutos, o Estrela da Amadora conseguiu chegar ao dramático golo do empate na Pedreira. O golo dos tricolores caiu como um autêntico balde de água fria no Estádio Municipal de Rio Maior, desfazendo a festa dos adeptos e empurrando, no último suspiro da Liga, a formação de Álvaro Pacheco para o 16.º lugar e para o temido play-off de despromoção frente ao Torreense.
Melhor em campo Flashscore: Larrazabal (Casa Pia).
