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Francesco Farioli: "Há o desejo de aproveitar toda e qualquer coisa para ver algum sangue"

Atualizado
Francesco Farioli, treinador do FC Porto
Francesco Farioli, treinador do FC PortoFC Porto

Francesco Farioli, treinador do FC Porto, fez esta sexta-feira a conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Gil Vicente, da 9.ª jornada da Liga Portugal, marcado para este sábado, às 20:30, no Estádio Cidade de Barcelos.

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Invencível na Liga Portugal: "Não é algo que mude muito o nosso dia, temos de estar focados no jogo de amanhã, num estádio muito complicado pelo ambiente que tem, mas, especialmente, pela qualidade que o Gil Vicente tem e pelo trabalho que está a fazer. É, provavelmente, neste momento, uma das equipas em melhor forma, na Liga, e provam-no em todos os jogos. Temos de chegar lá preparados para fazermos de tudo ganhar o jogo."

Probabilidade de vitória
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Críticas após derrota com o PSV: "Há duas questões. Por um lado, há o desejo dos nossos adeptos de vencer. É claro que estamos totalmente com eles nesse desejo, ao nível da atitude. É o que tentamos colocar em todos os jogos do campeonato e da Liga. Depois, há uma palavra externa, que é o desejo de aproveitar toda e qualquer coisa para colocar uma bomba nas redondezas, para matar pessoas ou, pelo menos, ver algum sangue. É um desejo histórico de dividir, para ser mais fácil conquistar, mas penso que a força deste grupo e deste clube esteve sempre no conceito de família. Falámos várias vezes da Famiglia Portista, e é um momento de união, não só porque é necessário, mas também porque nada deve afastar-nos disso. Depois do jogo, alguns dos vossos colegas tentaram explicar as minhas palavras como sendo desculpas. Falei de factos, de um clube, o FC Porto, que, em dois anos, não esteve na Liga dos Campeões."

"Isto, claramente, causou danos financeiros ao clube. Foi a primeira vez em dez ou 15 anos na qual o clube não se apurou para a Liga dos Campeões em dois anos consecutivos. Há 16 meses, quando falei com o presidente, ele não me vendeu uma situação financeira muito boa. Só disse que era um momento de dificuldade, que o clube queria fazer de tudo para ultrapassar, e foi o que aconteceu, com um mercado importante, na última época. Tentámos reconstruir e criar condições para, em dois anos, sermos campeões. Conseguimos sê-lo no primeiro ano, e, agora, estamos numa fase em que temos o desejo de fazer de tudo para conquistarmos o campeonato. Por outro lado, estamos numa prova que é mais exigente, mais desafiante, com as melhores equipas. O Manchester City vinha de uma sequência de vitórias e está invicto na Premier League, o Real Betis, se não me engano, está na liderança da Liga dos Campeões e num dos melhores momentos da sua história, e o PSV é tricampeão e está pela quarta vez consecutiva na Liga dos Campeões."

Opções para a lateral esquerda: Temos várias opções. Temos o Martim, temos o Francisco, temos o Zaidu, temos o Souza... Estão todos numa fase diferente. Vai ser muito importante tentar escolher o jogador certo para começar, mas todos são soluções.

Condição física no plantel: "Estamos a chegar lá, no sentido em que o Samu está claramente mais perto da condição ideal que tinha antes, mas o processo ainda é longo e vai exigir da nossa parte a gestão certa, tal como o Oskar, que está a evoluir ao nível da condição. Pedimos ao (Gabriel) Mec que jogasse alguns minutos na UEFA Youth League e esteve muito bem, é outro jogador que está a aproximar-se da aptidão. O Souza estreou-se, o Chris (Smalling) jogou nos amigáveis... Acredito que a condição geral está a crescer. É claro que há diferenças entre jogadores, mas é normal, e acreditamos que nos próximos dez a 15 dias iremos ter um plantel mais equilibrado desse ponto de vista. Isto, além de recuperar o William (Gomes) o mais rapidamente possível."

Plano de jogo do Gil Vicente: "Tem variações e soluções diferentes. É uma equipa muito bem orientada, que está num momento de forma muito bom. Sabemos muito bem o quão é exigente jogar lá. Foi assim, na época passada, e vai ser assim, com o novo treinador."

Histórico de confrontos
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Mais golos sofridos nas segundas partes: "É verdade que, no último período, sofremos um pouco mais do que estávamos habituados, ainda que sejamos a melhor defesa do campeonato. O facto de, no último período, haver um acumular de golos seguidos é algo que, claro, tem de nos preocupar e aumentar a nossa atenção. Depois, é sempre preciso pensar um pouco sobre a maneira como sofremos certos golos, as coisas que podíamos ter feito melhor coletivamente, as coisas que temos de fazer melhor individualmente e o crédito dos adversários, que conseguem encontrar, individualmente, a maneira de marcar golos. Tudo tem de ser analisado, mas não é algo nos faça pensar em demasia. Simplesmente, às vezes, sofres um golo com poucas oportunidades. Não deveria acontecer, mas, às vezes, acontece."

Primeira vez que sofre duas derrotas consecutivas no FC Porto: "É um facto. Há a minha análise de dois ou três jogos, se quiserem. Todos os jogos da Liga dos Campeões merecem uma análise comum, mas também uma individual. Depois de ter revisto o jogo contra o PSV por quatro ou cinco vezes, como fiz contra o Real Betis... Os 'ses', infelizmente, não nos dão pontos a mais, mas é bastante objetivo que poderíamos ter quatro a cinco pontos muito facilmente na Liga dos Campeões. Isto não aconteceu, e temos de ter isso em conta, tal como a importância da capacidade de gerir o momento e as emoções do jogo. É algo com que temos de aprender, não apenas para a Liga dos Campeões, mas também para o campeonato."

Ausência de William Gomes: "Desde que cheguei, acho que teve uma evolução muito clara. Começou como um suplente muito bom, um jogador que, em 15 ou 20 minutos, podia alterar o rumo do jogo. Na época passada, teve alguns bons jogos como titular, e, esta, jogou sempre a titular, com uma grande contribuição no ataque e na pressão. O que não conseguimos, até agora, foi ter todos juntos. Vocês sabem a história do Samu, o que aconteceu com o Oskar... Não tivemos, diria, o luxo de poder escolher entre todos eles. Lesões, especialmente, a do William, contra o Marítimo, fazem parte do jogo, quando jogas tanto, mas o jogador está muito otimista, a trabalhar arduamente, com a energia certa para voltar o mais rapidamente possível. Temos de ver a progressão, nos próximos dias e semanas."

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Diogo Costa falou na necessidade de um plano B: "Se há jogador que acredita no que fezemos, o Diogo é um dos melhores candidatos. Ele quer dizer que os adversários nos estudam e copiam. Porque somos uma boa referência. Tem de ser um momento para acelerar o nosso processo, claro que há coisas para melhorar. Contra o PSV, acho que teve momentos diferentes. Na primeira parte, tivemos 10 minutos em que não fizemos o que queríamos, mas o número e a qualidade das oportunidades que fizemos é relevante. Sobe a equipa supostamente não ter coragem, o Bednarek pressionou do outro lado do campo. Não há nada para nos queixarmos sobre a atitude. Há outras coisas que podíamos ter feito melhor, mas merecíamos um resultado positivo com certeza."

Pedro Ferreira como VAR destabiliza a equipa depois do que aconteceu com o Alverca? "Não, de forma alguma."

Teme que equipas portuguesas possam adotar a estratégia do PSV? "Estão a jogar sem avançado, jogam com três médios ofensivos numa forma muito especial. Jogam de forma aberta. Criam perigo, mas concedem muito. Se olharem para o equilíbrio do jogo, acho que tivemos mais oportunidades nos momentos cruciais. Fizeram dois cortes em cima da linha. Temos de aceitar o resultado, mas tenho de ser frio na análise. Por exemplo, contra o Estoril, em casa no ano passado, jogámos bem pior do que contra o PSV e ganhámos. Temos de regressar com o espírito certo."

FC Porto pode mudar de sistema tático? "Jogamos de três em três dias contra adversários que requerem muita adaptação. Somos forçados a mudar perante quem temos à frente. Temos de ter a capacidade de reagir a cada sistema do adversário. A minha maneira de pensar é bastante clara. Cada vez que mudamos uma peça, temos outros 18 ou 19 passos que têm de ser bem coordenados. Acho que estamos no caminho certo e continuar assim, sendo mais eficientes e recuperando a atenção nos detalhes para não conceder golos. Isto tem faltado um pouco nos últimos jogos."

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