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A derrota (0-1) frente ao PSV deixou a montanha do FC Porto na Liga dos Campeões cada vez mais difícil de escalar. Os dragões vão ter de imitar o feito do Benfica na época passada para conseguirem apurar-se para o play-off da prova milionária, mas essa missão fica, para já, em suspenso.
Antes de voltar às competições europeias, o campeão nacional regressa à Liga Portugal, onde tem sido dominante, ao ponto de liderar a prova com cinco pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o Benfica.
A margem pontual dá tranquilidade aos azuis e brancos, mas mesmo nas provas internas começam a surgir sinais de alerta, sobretudo no setor defensivo.

Depois de se ter destacado pela solidez defensiva na época passada, o FC Porto sofre golos há sete jogos consecutivos. É a pior série da equipa azul e branca desde a chegada de Farioli e a mais longa dos últimos anos.
Para encontrarmos um registo semelhante, é preciso recuar à temporada 2019/20. Na altura, o FC Porto, orientado por Sérgio Conceição, sofreu golos em oito partidas consecutivas, entre 22 de dezembro de 2019 e 28 de janeiro de 2020.
Apesar dessa sequência negativa, há um dado que pode servir de alento aos adeptos portistas: nessa época, os dragões acabaram por conquistar a Liga e a Taça de Portugal.
O que mostram os números?
Além da sequência de golos sofridos, Farioli atravessa outro momento inédito desde que chegou ao FC Porto: somou, pela primeira vez, duas derrotas consecutivas.
A exigência da Liga dos Campeões ajuda a contextualizar o registo recente dos dragões, mas os problemas defensivos não se limitam à prova europeia. Além dos golos sofridos frente a Manchester City, Betis e PSV, o FC Porto atravessa uma sequência de quatro jornadas consecutivas a conceder golos no campeonato: Moreirense (2-1), Casa Pia (1-4), Benfica (3-1) e Marítimo (1-2).

Mesmo contando com Diogo Costa, sem dúvida o melhor guarda-redes do campeonato, o FC Porto tem-se mostrado mais permissivo na retaguarda e os números ajudam a perceber essa tendência.
Os dragões já concederam 81 remates aos adversários, 22 dos quais à baliza, e cometeram cinco erros que deram origem a remates. Nos três indicadores, os azuis e brancos apresentam registos piores do que Sporting, Benfica e Santa Clara. A formação açoriana é, nesta altura, a que menos remates permite no campeonato (62) e ainda não cometeu qualquer erro que tenha dado origem a uma finalização adversária.

Os números não apagam a campanha perfeita do FC Porto na Liga, mas mostram que a equipa de Farioli tem permitido mais oportunidades aos adversários do que na época passada.
Pausa internacional pode ajudar
Depois da dupla jornada europeia, o regresso ao campeonato oferece aos portistas uma nova oportunidade para travar a sequência de golos sofridos, mas a deslocação ao terreno do Gil Vicente não deve ser vista apenas como um passo para voltar aos triunfos.

Com sete jogos consecutivos a sofrer golos, os dragões procuram recuperar a consistência defensiva que tem marcado a era de Farioli em Portugal. Para isso, o treinador italiano terá de encontrar estabilidade numa linha defensiva que não tem tido continuidade: desde os encontros com o Académico de Viseu e o Arouca, ambos em agosto, o FC Porto não repetiu uma única vez a mesma defesa de um jogo para o outro.





