Recorde aqui as incidências do encontro
Gil Lameiras (treinador do Vitória SC):
“Estávamos à espera de um Casa Pia que não se importava de estar baixo no terreno, a procurar as transições. Na primeira parte faltou-nos estar melhor nas respetivas posições. Melhorámos alguns posicionamentos na segunda parte. A equipa acabou por crescer. Queríamos ter rematado mais, cruzado mais, criado mais perigo. Quando nada fazia esperar, há um golo numa desconcentração nossa, que surge num pontapé de baliza. Sofremos de forma muito fácil o golo. O Casa Pia, sem fazer muito, acaba por chegar ao golo.
O Casa Pia estava a ficar mais alto, a dar espaço nas costas, e entendemos que, com o Camara íamos explorar mais esse espaço. O Ndoye é um jogador diferente, dá mais com o bloco mais baixo. A ideia foi continuar a ter um jogador de profundidade e refrescar o corredor lateral e o ataque. Foi com esse intuito que colocámos o Camara, para explorar o espaço.
O Francisco Dias (estreante absoluto) fez um jogo competente, um bom jogo. Já merecia há algum tempo, tem trabalhado muito. O Zeega é a mesma situação. Mérito deles, mereciam isso. Estamos atentos a mais jogadores. Ainda não pensamos em mais jogadores. Vamos ver como podemos preparar a semana.
Claramente (que entendo a despedida dos adeptos à equipa, com assobios). Têm de exigir, continuar a exigir mais, porque nesta casa tem de ser assim. Isto é o Vitória. Devem cobrar e exigir ainda mais do que eu exijo, muito honestamente. Não era a exibição nem o resultado que queríamos”.
Álvaro Pacheco (treinador do Casa Pia):
“Foi de alívio (a sensação com o golo do Larrazabal). Estava tão focado no jogo, que não sabia como estava o Tondela. Foi um alívio pelo reconhecimento do espírito e da vontade do Casa Pia hoje. Trabalhámos muito. Fomos a melhor equipa. Criámos muitas oportunidades para chegar ao golo.
Não marcarmos nas primeiras oportunidades deixou-nos ansiosos. Os jogadores mereciam este golo e este triunfo, pelo caráter e pela resiliência desta equipa. Muitos jogos não caíram para o Casa Pia por pormenores. A equipa esteve bem no aspeto emocional e em transpor para o relvado aquilo que trabalhou durante a semana.
Abracei-me ao nosso segurança a festejar o golo. Sou um treinador que gosta de treinar todos os jogadores. Com o desenrolar do campeonato, há alguns que jogam mais do que outros. Passei-lhes sobretudo tranquilidade para chegarmos aqui e mostrarmos ser casapianos, mostrarmos que merecíamos a permanência pelo nosso trabalho”.
