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Liga Portugal: Carlos Carvalhal fala em "dois brindes", Van der Gaag não foge do objetivo manutenção

Mitchell Van Der Gaag, treinador do Marítimo
Mitchell Van Der Gaag, treinador do MarítimoMANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

Declarações em conferência de imprensa após o jogo Famalicão-Marítimo (1-2), da 2.ª jornada da Liga Portugal, disputado este domingo no Estádio Municipal de Famalicão, em Vila Nova de Famalicão.

Recorde as incidências da partida

Carlos Carvalhal (treinador do Famalicão):

“Foram dois erros que se pagaram caro, dois brindes, sem dúvida. Não podemos dizer outra coisa. Fizemos uma primeira parte um pouco incaracterística. Perdemos bolas que normalmente não perdemos e isso permitiu ao adversário ter situações para contra-atacar. Para além disso, o nosso posicionamento final também não estava muito afinado.

Na segunda parte, fizemos alterações e corrigimos. Foi uma segunda parte completamente diferente. Não vou dizer que foi avassaladora, porque, quando jogamos contra uma equipa com 11 jogadores muito perto da sua área, não é fácil criar oportunidades. Mas tivemos paciência para circular a bola e criar essas oportunidades.

A determinada altura, adivinhava-se o golo do Famalicão, que, na minha opinião, seria inteiramente justo. Num golpe de sorte para o adversário e de azar para nós, acabámos por sofrer. Se já estávamos frustrados com o empate, ainda mais ficámos por termos perdido um jogo em que fizemos muito, principalmente na segunda parte, para ganhar.”

Mitchell Van Der Gaag (treinador do Marítimo):

“Acho que entrámos muito bem no jogo e criámos logo a primeira oportunidade. O Famalicão teve mais bola, mas não foi fácil entrar no nosso bloco. Depois, sofremos o golo, mas a equipa reagiu muito bem.

Entrámos várias vezes na grande área do Famalicão, marcámos o golo e depois baixámos um pouco. Acho que a primeira parte foi equilibrada. Na segunda, como é óbvio, o Famalicão entrou mais forte. Como costumo dizer, saber sofrer também é uma qualidade. Lutámos muito e estávamos a jogar contra uma equipa com um objetivo completamente diferente do nosso, uma equipa que luta pelos lugares europeus. Também foi a qualidade do Famalicão que empurrou a nossa equipa mais para trás.

Talvez hoje tenhamos tido sorte nesse aspeto, mas, quando uma equipa trabalha muito, e a minha trabalhou muito, às vezes estas coisas acontecem. Durante a época também vai acontecer o contrário. Sei como funciona o futebol.

Fizemos dois jogos e temos seis pontos. O nosso objetivo é muito simples: a manutenção, nem mais nem menos.”

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