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Liga Portugal: Petit com queixas da arbitragem, Luís Pinto revela objetivo para feito histórico

Luís Pinto, treinador do Gil Vicente
Luís Pinto, treinador do Gil VicenteEDUARDO COSTA/LUSA

Declarações, em conferência de imprensa, após o jogo Santa Clara - Gil Vicente (1-2), da 11.ª jornada da Liga Portugal, disputado este domingo em Ponta Delgada.

Recorde as incidências da partida

Petit (treinador do Santa Clara):

"Entrámos bem no jogo, a tomar conta com posse de bola e o Gil Vicente a baixar muito o bloco. Nunca é fácil quanto tens um bloco baixo e não tendo um jogador como o Fernando, que gosta de sair dessa posição, torna-se mais difícil. Fomos criando as nossas situações, muitas vezes não definindo da melhor maneira. Acabámos por fazer o golo numa boa jogada.

Na primeira bola em que o Lucas leva amarelo, a nós dizem-nos que ninguém pode meter a bola aos jogadores porque os jogadores é que tem de apanhar a bola quando ela sai (do terreno de jogo) e o treinador do Gil Vicente, por três vezes, dá a bola e origina logo o amarelo ao Lucas.

Na segunda parte, o critério foi de muitos amarelos, condicionou-nos um bocadinho, mas, ainda assim, o Gil Vicente faz o golo de bola parada. No nosso lado, quando o Neneca ainda não tinha a bola nas mãos, já começava a contar o tempo. Na parte do Gil Vicente, só quando o guarda-redes metia a bola, é que começava a contar. O golo do empate do Gil nasce quando já passavam mais seis ou sete segundos e o árbitro não contou”.

Luís Pinto (treinador do Gil Vicente):

“Sabíamos que íamos precisar de uma grande capacidade de entreajuda e de resiliência. A equipa teve e conseguiu fazer um jogo fantástico. Um jogo, se calhar, não tão vistoso como às vezes já fizemos do ponto vista do domínio com bola, mas um jogo muito agressivo. Se conseguirmos tirar coisas daqui deste jogo para levar mais vezes a jogo, podemo-nos tornar uma equipa mais capaz ainda naquilo que é o nosso momento ofensivo.

É um campo em que o Gil Vicente nunca tinha ganho na Liga. Tínhamos colocado esse objetivo para enquanto grupo conseguir alcançar um feito histórico para o Gil Vicente.

Na primeira parte tivemos um claro domínio nas situações de duelos e de oportunidades de golo e remates à baliza, mas o certo é que o Santa Clara tinha um golo feito em três remates. Nós não tínhamos nenhum (golo), mas tínhamos a sensação de que estávamos bem no jogo e a continuar assim poderíamos conseguir a vitória. Foi muito isso: foi pela capacidade de conseguirmos criar as condições necessárias para vencer o jogo”.

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