“Estou convencido de que este processo se vai concluir com sucesso. Nós vamos entregar o documento à Autoridade da Concorrência (AdC) até 30 de junho. O modelo de comercialização foi aprovado na Liga Centralização, direção da LPFP, conselho da LPFP e na reunião da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Mesmo numa chave que beneficia os de baixo de forma diferente, sinto uma grande consciencialização e bom senso”, frisou, numa iniciativa da Rádio Renascença, em Lisboa.
O processo continua a merecer reparos e críticas de alguns clubes, como Benfica e Nacional, e, num painel na quarta conferência Bola Branca, Reinaldo Teixeira reconheceu que, em Portugal, os três grandes “representam mais de 95% a nível de adeptos e 70% dos valores audiovisuais”.
“A intenção é criar mais competitividade e equidade, e menos diferença entre o que mais ganha e o que menos ganha. Nos diálogos sucessivos com sociedades desportivas, encontrámos um caminho que está a ser ajustado e aponta a quebrar para metade essa diferença”, sublinhou o dirigente, no cargo desde o último ano.
Dessa maneira, Reinaldo Teixeira afirmou terem percorrido “as boas práticas das Ligas europeias” para construir essa chave, assente nos pilares de desempenho desportivo, infraestrutura, audiovisual, equidade entre equipas e total de adeptos.
“Sem tirar mérito às outras sociedades desportivas, é justo reconhecer o impacto que três ou quatro clubes têm no produto. Se alguém está a receber 14 vezes mais e aceita receber 7,8 vezes mais, é justo reconhecê-lo. Todos receberão muito mais e, na Liga 2, o valor mais do que triplica”, vincou o antigo presidente da AF Algarve.
Não tendo nada a apontar a nenhuma sociedade desportiva, Reinaldo Teixeira vai “concorrer para um novo mandato” nas eleições previstas para 2027, por entender que “ninguém conclui um projeto em dois anos”, e pretende mudar a Taça da Liga.
“Vamos democratizar e ter uma Taça da Liga para todos. Hoje temos Taça da Liga para oito equipas e as quatro ou cinco que vão à Europa não querem sobrecarga, enquanto os restantes querem ter mais competições. O modelo que nós estamos a definir dá oportunidade a todas as sociedades desportivas”, salientou também.
