Luis Suárez denuncia proibição de ver os filhos há dois anos e meio: "Só quero exercer um direito básico"

Luis Suárez, avançado do Sporting
Luis Suárez, avançado do SportingČTK / imago sportfotodienst / Maciej Rogowski

Luis Suárez, avançado colombiano de 28 anos do Sporting, recorreu esta terça-feira às redes sociais ao caso de alegada violência física e psicológica à mãe dos seus filhos, que remonta a 11 de dezembo de 2024.

A alegada vítima relatou diversos episódios de violência física, psicológica e social, que terão ocorrido em Granada e Marselha, entre 2020 e 2023. Segundo a imprensa espanhola, Luis Suárez foi acusado de atirar objetos violentamente à ex-mulher, vigiá-la continuamente, trancá-la em casa quando saía para treinar-se e forçá-la a consumar relações sexuais sem consentimento.

O pedido de Luis Suárez para visitar o filho que tinham em comum, quando os dois já se encontravam separados há cerca de um ano, despoletou a queixa na Guardia Civil de Almería.

Luis Suárez, que negou sempre as acusações, foi presente a tribunal em Almería e libertado, antes do caso seguir para o Tribunal de violência de género em Granada.

Dois anos e meio depois, o avançado do Sporting continua impedido de ver os filhos, "apesar de ganhar nos tribunais", segundo o próprio.

"O despacho definitivo, datado de 22 de janeiro de 2026, da secção 2.ª da audiência provincial de Granada, confirma o arquivamento do processo penal por alegados maus-tratos aos menores, destacando expressamente uma circunstância-chave: a própria denunciante incorria em contradições incompatíveis. tal como refere a decisão, é incompatível alegar graves episódios de maus-tratos continuados e, ao mesmo tempo, ter subscrito previamente — de comum acordo — um regime de visitas que permitia o contacto do pai com os menores, além de se ter dado como provado que os menores foram instruídos nas suas declarações", acrescenta Luis Suárez na sua publicação.

"Honestamente, não peço nada extraordinário. Só quero exercer um direito básico: estar com os meus filhos e que eles possam crescer com o pai presente, tal como o meu filho mais novo. Hoje, mais uma vez, a justiça dá-me razão, mas a pergunta continua no ar: quanto tempo mais terão estas crianças de continuar privadas do seu pai? Meus filhos, cada dia estamos mais perto de caminhar juntos", concluiu o avançado colombiano.

A publicação de Luis Suárez na íntegra:

"Um pai

881 dias

28 meses

Cerca de 2 anos e meio

Todo este tempo sem ver os meus filhos, apesar de ganhar nos tribunais: a justiça evidencia contradições e o incumprimento reiterado do regime de visitas. levo mais de dois anos sem poder ver os meus 3 filhos mais velhos. dois anos de ausência forçada, de luta constante nos tribunais e de desgaste emocional. apesar de as decisões judiciais virem, de forma reiterada, a reconhecer o meu direito a relacionar-me com eles.

Mas a realidade é ainda mais grave: os menores estão a ser privados da relação com o pai, uma situação que não só viola os meus direitos, como afeta diretamente o bem-estar e o desenvolvimento emocional das próprias crianças. e um novo despacho da audiência provincial de granada volta a pôr a preto no branco aquilo que denuncio desde o início: a falta de coerência e as contradições na versão apresentada pela mãe.

Em concreto, o despacho definitivo, datado de 22 de janeiro de 2026, da secção 2.ª da audiência provincial de granada, confirma o arquivamento do processo penal por alegados maus-tratos aos menores, destacando expressamente uma circunstância-chave: a própria denunciante incorria em contradições incompatíveis. tal como refere a decisão, é incompatível alegar graves episódios de maus-tratos continuados e, ao mesmo tempo, ter subscrito previamente — de comum acordo — um regime de visitas que permitia o contacto do pai com os menores, além de se ter dado como provado que os menores foram instruídos nas suas declarações.

O tribunal sublinha que, se os factos denunciados tivessem a gravidade posteriormente alegada, não se compreende por que não foram adotadas medidas de proteção no processo civil de divórcio, nem por que foi aceite um regime de visitas apenas um mês antes da denúncia. esta contradição foi novamente assinalada.

Em paralelo, no âmbito civil, a secção quinta da audiência provincial de Granada, por despacho datado de 23 de abril de 2026, foi igualmente contundente: “a mãe incumpriu de forma reiterada o regime de visitas, impedindo a relação do pai com os filhos durante longos períodos de tempo. a decisão judicial reconhece expressamente que essa incomunicação se prolongou por mais de um ano e resulta de uma decisão unilateral da progenitora, sem qualquer causa justificada.”

Ou seja, apesar de existirem decisões judiciais definitivas que reconhecem o direito de estar com os meus filhos, os menores continuam a ser privados do pai, numa situação que se prolonga no tempo sem uma solução efetiva.

Este caso evidencia uma problemática cada vez mais preocupante: a existência de decisões judiciais favoráveis que, na prática, não são cumpridas, gerando situações de desconexão prolongada entre pais e filhos.

Honestamente, não peço nada extraordinário. só quero exercer um direito básico: estar com os meus filhos e que eles possam crescer com o pai presente, tal como o meu filho mais novo. Hoje, mais uma vez, a justiça dá-me razão, mas a pergunta continua no ar: quanto tempo mais terão estas crianças de continuar privadas do seu pai?

Meus filhos, cada dia estamos mais perto de caminhar juntos.

Luís Suárez"

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