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Oficial: Francisco Mendes assina contrato profissional com o FC Porto

Francisco Mendes, guarda-redes de 17 anos do FC Porto
Francisco Mendes, guarda-redes de 17 anos do FC PortoFC Porto

Francisco Mendes, guarda-redes de 17 anos, assinou esta quinta-feira contrato profissional com o FC Porto.

Francisco Mendes começou a jogar futebol no SC Linda-a-Velha, tendo passado pelo Benfica e pelo Belenenses antes de se mudar para a Invicta, com apenas 13 anos.

“Mais maduro e consistente”, o internacional jovem português sente que o clube o ajudou “a crescer como pessoa” e é com “um grande orgulho e um sentimento inexplicável” que concretiza “a meta individual” de estender a ligação a “um emblema muito diferente dos outros”.

Acabado de conquistar o título nacional de sub-17 e de rubricar o novo vínculo, o guardião que tem Diogo Costa e Emiliano Martínez como referências recorda os melhores momentos de “uma época longa, mas muito boa”, aborda o “arranque positivo” da pré-temporada dos sub-19 e traça os objetivos para o futuro: “Queremos replicar os feitos do ano passado e, individualmente, gostava de treinar na equipa B”.

Assinar contrato profissional: “É um grande orgulho e um sentimento inexplicável. Sinto que o clube acredita e confia em mim. Não há palavras para descrever isto.”

Dois sonhos cumpridos: “Estou muito feliz. O campeonato de sub-17 foi uma conquista do grupo, mas era um objetivo que eu sempre tive. O contrato era uma meta mais individual e trabalhei todos os dias para tentar alcançar esse objetivo e não parei até o conseguir.”

O jogo do título: “Nos últimos minutos eles ainda mandaram uma bola à trave e nós trememos, mas a bola não entrou e isso é que importa. O momento mais feliz foi quando o árbitro apitou e a festa começou. A partir daí, foi o melhor.”

2025/26 em retrospetiva: “Foi uma época longa, mas valeu a pena. Foi uma temporada muito boa e de grande felicidade e orgulho, acima de tudo. Os treinadores fizeram-nos interiorizar os princípios do FC Porto. Nós tentámos manter sempre a baliza a zeros e, com muito trabalho, conseguimos ser campeões.”

Erguer o troféu: “Foi um momento muito bom. Nós queríamos ter levantado o troféu logo em casa, não foi possível. De qualquer das formas, também foi muito especial e foi um sentimento muito bom.”

A medalha de campeão: “Está no meu quarto em Lisboa, pendurada mesmo à entrada. Assim sempre que alguém entrar lá consegue vê-la.”

A pré-época 2026/27: “Está a ser um arranque positivo. Ainda estamos a tentar adaptar-nos, porque este é o nosso primeiro ano de sub-19. Muitos de nós ainda somos sub-18, mas tenho boas expectativas para este ano.”

José João: “É bom ser treinado por ele, porque já o conhecemos e sabemos qual é a sua forma de jogar e o que o mister quer de cada posição. Isso acaba por ser uma vantagem para nós.”

Jogar nos sub-19: “Claro que há mais responsabilidade. Estamos quase a dar o salto para os patamares profissionais e isso tem de pesar quando entramos em campo, mas mantemos sempre o mesmo foco.”

Representar a seleção: “O momento em que cantamos o hino é um dos mais felizes que um jogador pode ter. Não há palavras para descrever esse sentimento. Na altura, não estava à espera de ser convocado, mas fiquei muito feliz. Confesso que também fiquei um bocado nervoso, porque era uma coisa nova, mas acima de tudo fiquei muito feliz.”

O início de uma paixão: “A paixão pelo futebol nasceu comigo, mas a paixão pela baliza surgiu mais tarde. Tinha quatro ou cinco anos e um primo meu deu-me umas luvas no aniversário. Não sei bem porquê, mas comecei a ir à baliza e gostei muito. No primeiro treino, pedi logo ao mister para ir à baliza e, desde então, fui sempre guarda-redes.”

Ser guarda-redes: “Gosto de ser o último homem, de ter uma posição decisiva e de sentir que as pessoas podem contar comigo.”

Defender penáltis: “É uma grande responsabilidade. Quem está a marcar ainda sente mais responsabilidade do que o guarda-redes, porque as pessoas acreditam que todos os penáltis vão ser golo, mas se nós defendermos é uma grande sensação. Eu tento olhar para o pé de quem vai rematar, essas coisas mais técnicas, mas não tenho nenhum ritual.”

Viver longe de casa: “Os primeiros meses foram complicados, mas a adaptação é um processo e, a cada ano que passa, fico mais confortável. Sinto-me em casa já.”

O suporte familiar: “Os meus pais ajudaram-me muito, porque houve momentos muito difíceis em que eu me sentia em baixo, mas eles vinham cá, puxavam-me para cima e lembravam-me do meu objetivo. Isso é uma ajuda muito boa. Todo o esforço valeu a pena.”

De azul e branco: “O FC Porto é uma equipa muito diferente. Sinto uma grande responsabilidade ao jogar com estas cores e isso é incrível. É um Clube muito diferente dos outros. Sente-se mesmo a paixão que toda a gente tem por este clube.”

Um jogador diferente: “Dentro de campo, sou um jogador mais maduro e consistente, e fora de campo sinto que o FC Porto também me está a ajudar a crescer como pessoa. Mal cheguei aqui fizeram questão de me transmitir os valores portistas.”

Exemplos a seguir: “As minhas referências são o Diogo Costa e o Emiliano Martínez.”

O sonho comanda a vida: “O meu principal objetivo é estrear-me pela equipa A do FC Porto.”

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